Lula condiciona debate na Globo à quebra de sigilos de Flávio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou a participação em um debate na TV Globo à autorização do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a quebra de seus sigilos. Durante um ato de campanha em Juazeiro (BA), nesta terça-feira, 20, o petista afirmou que só haverá confronto se o adversário apresentar um documento autorizando a medida. “Se ele apresentar um documento autorizando a quebra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou a participação em um debate na TV Globo à autorização do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a quebra de seus sigilos. Durante um ato de campanha em Juazeiro (BA), nesta terça-feira, 20, o petista afirmou que só haverá confronto se o adversário apresentar um documento autorizando a medida.
“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou Lula ao encerrar o discurso.
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A cobrança foi um dos principais temas da mobilização, que reuniu apoiadores da Bahia e de Petrolina (PE). Durante o evento, militantes entoaram palavras de ordem como “Abre o sigilo, Flávio” e “Se tá tudo certo, mostra o que há”, em uma tentativa de associar a abertura dos dados à transparência e à apuração de possíveis irregularidades.
A declaração ocorreu em meio à disputa sobre a quebra de sigilos dos dois candidatos. A defesa de Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral um pedido para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente e de familiares, referentes aos últimos oito anos. A medida está condicionada à reciprocidade de Flávio, que tem até esta quarta-feira, 21, para responder.
Durante o discurso, Lula não especificou quais sigilos exigiria que o senador autorizasse nem detalhou como o procedimento seria formalizado. A iniciativa se insere na troca de acusações sobre corrupção que marcou o debate presidencial da TV Bandeirantes, realizado no último domingo, 18.
Na ocasião, Flávio mencionou suspeitas envolvendo um dos filhos do presidente. Lula, por sua vez, cobrou explicações sobre o patrimônio do senador e questionou a origem dos recursos usados na compra de um imóvel.
O petista também citou um pedido de R$ 134 milhões relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O valor foi associado a negociações atribuídas a Flávio com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Lula tenta mobilizar eleitores no Nordeste
Além das cobranças sobre os sigilos, Lula pediu que seus apoiadores intensifiquem a campanha nas ruas e nas redes sociais até o segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25. O presidente também incentivou a busca por eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.
O petista deu atenção especial aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. Lula pediu que esse grupo trate a participação na eleição como uma “questão de honra”.
No discurso, o presidente afirmou que o resultado definirá os rumos do país e mencionou propostas de seu governo nas áreas de educação e transporte. Entre elas, citou a criação do Pé-de-Meia Universitário e a intenção de encaminhar ao Congresso uma proposta de transporte gratuito nos fins de semana.
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