Lupi declara apoio à reeleição de Lula em convenção do PDT
O presidente nacional do PDT e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciou nesta segunda-feira apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi oficializada durante a convenção nacional da legenda, em Brasília, marcando a primeira vez em 12 anos que o partido apoia um candidato petista à Presidência já no primeiro turno. Ao discursar, Lupi exaltou Lula e afirmou que o
O presidente nacional do PDT e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciou nesta segunda-feira, 21, apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi oficializada durante a convenção nacional da legenda, em Brasília, marcando a primeira vez em 12 anos que o partido apoia um candidato petista à Presidência já no primeiro turno.
Ao discursar no evento, Lupi exaltou Lula e afirmou que o petista tem um papel que ultrapassa as fronteiras do país. “A sua tarefa é maior que olhar pelo Brasil, o senhor precisa olhar pela democracia do mundo", declarou. "É uma honra para o PDT ter o senhor como nosso candidato.”
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O acordo também prevê alianças regionais. Como parte da composição, o PT apoiará as pré-candidaturas de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul e de Requião Filho (PDT) ao governo do Paraná.
A aliança representa uma mudança em relação às duas últimas eleições presidenciais. Em 2018 e 2022, o PDT lançou Ciro Gomes ao Palácio do Planalto. No segundo turno daqueles pleitos, a legenda declarou apoio aos candidatos do PT contra Jair Bolsonaro (PL).
No fim de 2025, Ciro deixou o PDT e filiou-se ao PSDB. Pré-candidato ao governo do Ceará, ele negocia uma composição com o PL de Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Lupi deixou a Previdência durante o escândalo no INSS
Lupi comandou o Ministério da Previdência até maio do ano passado, quando pediu demissão em meio às investigações sobre um esquema de fraudes em descontos aplicados a aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As apurações da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal (PF) indicam que os desvios podem superar R$ 6 bilhões.
Segundo os inquéritos, Lupi foi informado ainda em junho de 2023 sobre indícios de irregularidades nos descontos em folha de beneficiários. Mesmo assim, a primeira medida adotada pelo Ministério da Previdência para enfrentar o problema ocorreu somente em 2024.
Documentos do Conselho Nacional de Previdência Social mostram que, em uma reunião realizada em 2023, a conselheira Tonia Galleti solicitou a inclusão de um debate sobre os Acordos de Cooperação Técnica firmados entre entidades e o INSS para descontos de mensalidades de aposentados.
De acordo com a ata, o pedido foi recusado sob a justificativa de que a pauta já estava definida. Galleti insistiu, alegando haver “inúmeras denúncias feitas”, e pediu informações sobre o número de entidades conveniadas, o crescimento dos associados nos 12 meses anteriores e uma proposta de regulamentação para reforçar os mecanismos de controle.
Ainda conforme a ata, Lupi reconheceu que a solicitação era “relevante”, mas afirmou que não seria possível atendê-la naquele momento porque seria necessário realizar “um levantamento mais preciso”.
Durante as investigações, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, indicado por Lupi para o cargo, também deixou o comando do instituto. Ele foi demitido em meio às suspeitas de corrupção investigadas pela PF.
Denúncias em outro ministério
Antes da Previdência, Lupi chefiou o Ministério do Trabalho entre 2007 e 2011, nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT). Ele renunciou ao cargo em meio a denúncias de irregularidades envolvendo convênios firmados entre a pasta e organizações não governamentais.
Na época, a Comissão de Ética da Presidência recomendou sua demissão. Antes que a medida fosse adotada, Lupi apresentou sua renúncia ao governo.
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