Maduro e mulher são acusados de repressão e tortura
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, passaram a enfrentar novas acusações nos Estados Unidos, desta vez por "repressão e torturas". A denúncia, apresentada pelo Ministério Público norte-americano nesta quinta-feira, 8, inclui episódios envolvendo três cidadãos dos EUA que teriam sido submetidos a violência e ameaças enquanto estavam detidos na Venezuela. + Le
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, passaram a enfrentar novas acusações nos Estados Unidos, desta vez por "repressão e torturas". A denúncia, apresentada pelo Ministério Público norte-americano nesta quinta-feira, 8, inclui episódios envolvendo três cidadãos dos EUA que teriam sido submetidos a violência e ameaças enquanto estavam detidos na Venezuela.
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Segundo a agência EFE, o documento encaminhado à Justiça atribui ao casal participação em uma estratégia contra opositores políticos, militares e outras pessoas privadas de liberdade durante o período em que Maduro esteve no poder, entre março de 2013 e janeiro de 2026.
Entre os métodos descritos pelos procuradores estão descargas elétricas, pressões sobre os presos e ameaças contra seus familiares. Os episódios fazem parte das alegações apresentadas pela acusação e ainda dependem de avaliação judicial.
As novas imputações integram o processo criminal movido pelas autoridades norte-americanas contra Maduro e Flores. As suspeitas descritas na denúncia ainda não representam uma condenação judicial.
A Promotoria sustenta que "os abusos das autoridades venezuelanas contra cidadãos norte-americanos" aumentaram à medida que o governo dos EUA intensificava a pressão política sobre Caracas.
Um dos episódios mencionados no processo envolve uma pessoa identificada como vítima 7. Conforme a denúncia, ela teria sofrido tortura depois de ser "falsamente acusada de participar de uma conspiração para assassinar Maduro".
O período abrangido pelas acusações começa em 2022 e termina em janeiro de 2026, quando uma operação das Forças Armadas norte-americanas resultou na captura de Maduro e Flores.
Mulher de Maduro passa a responder por narcoterrorismo
O Ministério Público dos EUA também ampliou ao casal as acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas. A denúncia passou a incluir Flores no crime de conspiração para cometer narcoterrorismo, imputação que anteriormente recaía apenas sobre Maduro.
De acordo com os procuradores, os dois teriam articulado a distribuição de cocaína para financiar organizações classificadas como terroristas.
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O documento declara que os acusados "se uniram, conspiraram, confabularam e concordaram, de forma intencional e consciente, entre si e com outras pessoas" em uma conduta que, segundo a Promotoria, violaria artigo do Código dos EUA, referente ao narcoterrorismo.
O casal já respondia perante o Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York a outras acusações, entre elas conspiração para importar cocaína aos EUA e delitos relacionados à posse e à conspiração para posse de armamentos de grande poder destrutivo.
Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, foram capturados em 3 de janeiro de 2026 por militares norte-americanos e transferidos para Nova York, onde permanecem submetidos à Justiça federal.
Nesta quinta-feira, o juiz Alvin Hellerstein convocou uma audiência para avaliar o pedido de prisão domiciliar apresentado pelos advogados de Flores. A defesa sustenta que a ex-primeira-dama enfrenta uma deterioração progressiva de sua saúde cardíaca, agravada pelas condições de encarceramento. Esse argumento fundamenta a solicitação de substituição da prisão por recolhimento domiciliar.
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