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María Corina e González recusam conversas com chavismo

Os líderes oposicionistas venezuelanos María Corina Machado e Edmundo González anunciaram neste domingo que não participarão de conversas entre setores da oposição e o regime chavista, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez.

Os líderes oposicionistas venezuelanos María Corina Machado e Edmundo González anunciaram neste domingo, 26, que não vão participar de conversas de setores da oposição com o regime chavista hoje liderado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

Em um comunicado divulgado em suas contas oficiais no X, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 e o vencedor das eleições presidenciais venezuelanas de 2024 – que não assumiu o mandato conquistado nas urnas – enumeraram uma série de condições para que possam dialogar com o regime chavista.

“Membros da Assembleia Nacional de 2015 e representantes do regime anunciaram a criação de um mecanismo entre as duas partes. Não participamos de sua concepção, estruturação ou operação e, portanto, não nos cabe explicar seu escopo ou suas decisões”, escreveram Corina e González. “Os responsáveis ​​por essa iniciativa devem informar ao país quais são seus objetivos, métodos e cronograma.”

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https://twitter.com/EdmundoGU/status/2081486575112712355

A referência a membros da Assembleia Nacional de 2015 expressa, em linhas gerais, a oposição ao chavismo na Venezuela. Nas eleições parlamentares daquele ano, a oposição obteve maioria no Parlamento, mas seu poder foi sendo progressivamente diminuído depois de inúmeras manobras do ex-ditador do país, Nicolás Maduro.

Em um acordo que conta com apoio do governo de Donald Trump nos Estados Unidos, o atual presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, sua irmã, anunciaram a criação de um canal de diálogo com a oposição a partir do dia 1º de agosto.

“Nós não seremos obstáculo a nenhuma iniciativa que gere avanços reais. Nós a avaliaremos com base em conquistas concretas e verificáveis: a restauração das instituições democráticas, a libertação de todos os presos políticos, garantias reais para todas as partes envolvidas — sem exclusões —, um cronograma para eleições presidenciais em prazos adequados e o pleno respeito à soberania popular. É isso que o nosso povo exige e é isso que acompanharemos atentamente”, escreveram Corina e González no documento.

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https://twitter.com/MariaCorinaYA/status/2081484734002020568

González venceu, mas não levou

Edmundo González obteve a maioria dos votos nas eleições presidenciais da Venezuela, realizadas em julho de 2024, mas o regime do então ditador do país, Nicolás Maduro, não reconheceu o resultado. Na época, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pro Maduro, declarou o ditador o vencedor do pleito e não deu posse ao oposicionista.

A ex-deputada María Corina Machado, por sua vez, foi impedida de concorrer depois de uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça, também dominado pelo chavismo, que a proibiu de disputar cargos públicos por 15 anos. A líder oposicionista, então, declarou apoio a González, que disputou e venceu o pleito – mas não tomou posse.

EUA capturaram e depuseram Maduro

Em janeiro deste ano, o governo Trump capturou Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, depondo o ditador que governava a Venezuela desde 2013. O sucessor de Hugo Chávez (1954-2013) responde a quatro acusações criminais nos EUA, entre as quais conspiração para o narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína. Se condenado, poderá pegar prisão perpétua.

Na última sexta-feira, 24, Trump disse que houve “muitos avanços” políticos na Venezuela desde a derrubada de Maduro, mas que o país ainda não está pronto para novas eleições. Segundo o republicano, Delcy Rodríguez “tem feito um trabalho fantástico”.

“A quantidade de petróleo que está saindo da Venezuela neste exato momento, mesmo antes de todas as grandes companhias se prepararem para ir para lá, é incrível. É um território muito fértil”, comentou Trump.

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