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Marina Helena é cotada para vice na chapa de Flávio Bolsonaro, mas enfrenta resistência do Partido Novo

A lista de possíveis candidatas a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou mais um nome: a economista Marina Helena (Novo). Ela passou a ser considerada por integrantes da direção do PL e da campanha de Flávio, em uma tentativa de atrair o Partido Novo para a candidatura.

A lista de nomes de mulheres cotadas para compor a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidatas a vice-presidente da República nas eleições deste ano ganhou mais uma integrante. Nas últimas horas, a economista Marina Helena (Novo) ganhou força junto a membros da direção do PL e da campanha de Flávio, em uma tentativa de atrair o Partido Novo para a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Marina Helena é economista e filiada ao Partido Novo desde 2018. Formada pela Universidade de Brasília (UnB), ela teve passagens por algumas das principais instituições financeiras do país, como Itaú e Bradesco.

A economista, que é pré-candidata a deputada federal neste ano, também atuou no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), à frente da Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, pasta que era comandada por Paulo Guedes.

Apesar de ser bem recebida por dirigentes do PL e pelo próprio Flávio, Marina Helena esbarra justamente em seu partido. Para que a economista seja vice de Flávio, o Novo teria de abrir mão da candidatura própria ao Planalto. Na última segunda-feira, 27, a legenda confirmou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à Presidência.

"É bom ver meu nome lembrado nesse contexto e torço para que signifique aderência aos valores que sempre defendi no Ministério da Economia e na política, mas não houve qualquer convite formal. Meu foco está totalmente voltado para a campanha a deputada federal", afirmou Marina Helena a Oeste.

Por meio de nota, a assessoria da economista confirmou que Marina Helena recebeu "contatos informais" sobre a possibilidade de ser vice e informou que "Marina considera positivo que seu nome esteja sendo cogitado para posições de protagonismo na política brasileira", mas "reforça que sua prioridade absoluta é a candidatura à Câmara dos Deputados pelo Novo, partido ao qual deve lealdade".

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Zema não aceita sequer discutir a possibilidade de abrir mão da candidatura. No caso de uma eventual e improvável desistência, alegam aliados do ex-governador de Minas, a lógica indicaria que seria o próprio Zema, e não Marina Helena, o mais cotado para compor a chapa de Flávio como vice. Esta possibilidade é considerada nula por integrantes da campanha de Zema neste momento.

Apesar da nova investida do PL, a possibilidade de o Novo apoiar Flávio Bolsonaro já no primeiro turno é considerada remota por integrantes da legenda. Em um eventual segundo turno entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o apoio de Zema e do Novo ao candidato do PL estaria garantido.

Flávio busca mulher para vice na chapa

A campanha de Flávio Bolsonaro continua em busca de uma mulher para ser candidata a vice na chapa do senador à Presidência da República. A intenção de ter uma parceira na corrida pelo Planalto foi revelada publicamente pelo próprio Flávio, em diversas agendas públicas nos últimos meses.

Em junho, ao participar de um evento de campanha com mulheres, em São Paulo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a definição da vice seguirá o critérios políticos e técnicos. “O perfil é de alguém que complemente a nossa chapa. Uma pessoa preparada e, especialmente, uma mulher”, afirmou.

Em meio a uma série de especulações em torno da vice de Flávio, os principais nomes comentados nos bastidores são os da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos); das deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP), Julia Zanatta (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF); da vereadora de Fortaleza Priscilla Costa (PL) e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Outro nome que chegou a ser fortemente especulado e acabou perdendo força é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), apoiada por caciques do Centrão e com bom trânsito no agronegócio e no mercado financeiro. Mas a senadora, que foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, disse que não tem interesse no posto. Ela tem mandato no Senado até 2030 e pretende disputar a presidência da Casa na próxima legislatura.

Apesar da preferência por uma vice mulher, não está totalmente descartado que Flávio tenha, eventualmente, um homem como parceiro de chapa. Nesse caso, alguns dos nomes mais comentados neste momento são os senadores Marcos Pontes (PL-SP) e Rogério Marinho (PL-RN) e o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Embratur Gilson Machado (Podemos-CE).

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Marina Helena foi candidata à Prefeitura de São Paulo em 2024

Além da experiência na área econômica, Marina Helena também já participou de disputas eleitorais. Ela foi a candidata do Novo à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024. Obteve 1,38% dos votos válidos no primeiro turno, terminando em sexto lugar.

Antes disso, Marina Helena foi candidata a deputada federal por São Paulo, em 2022 – teve mais de 50 mil votos, mas não foi eleita. Em 2020, foi candidata a vice-prefeita da capital paulista na chapa do Novo encabeçada por Filipe Sabará, mas desistiu da disputa depois que o partido expulsou o titular.

Marina Helena também foi comentarista do programa Oeste com Elas, da Revista Oeste, entre 2025 e 2026. Ela também foi âncora das rádios CBN e Jovem Pan, em São Paulo.

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