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Marinha recebe 1ª fragata Tamandaré; Brasil negocia mais quatro com a Alemanha

Novos investimentos devem impulsionar a indústria naval brasileira. A Marinha e a empresa naval ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) assinaram um memorando para construir mais quatro fragatas da classe Tamandaré no estaleiro de Itajaí, em Santa Catarina. Trata-se de uma parceria com o Grupo Embraer, detentor de 25% do consórcio. O contrato definitivo, estimado em mais de R$ 10 bilhões, ainda será

Novos investimentos devem impulsionar a indústria naval brasileira. A Marinha e a empresa naval ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) assinaram um memorando para construir mais quatro fragatas da classe Tamandaré no estaleiro de Itajaí, em Santa Catarina. Trata-se de uma parceria com o Grupo Embraer, detentor de 25% do consórcio. O contrato definitivo, estimado em mais de R$ 10 bilhões, ainda será negociado.

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Com a ampliação, a frota de fragatas da Marinha dobrará. A embarcação Mariz e Barros, última do primeiro lote, teve a construção iniciada em janeiro. O estaleiro planeja entregar a terceira unidade, Cunha Moreira, em julho. 

A Jerônimo Albuquerque, segunda fragata, foi lançada em 2025 e está em fase de testes, enquanto a Tamandaré, pioneira do grupo, aguarda incorporação oficial depois de avaliações que incluíram testes de armamento.

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A Tamandaré (F-200) foi lançada ao mar em agosto de 2024. Passou por testes até dezembro de 2025. A Mariz e Barros (F-203), última do lote inicial, deverá ser lançada em novembro de 2027 e entregue em 2029.

Quando a F-203 for concluída, o estaleiro TKMS Brasil Sul terá atingido o pico de produção do programa. A indústria vai fabricar as quatro primeiras fragatas simultaneamente, com elevado índice de componentes nacionais. A iniciativa deve fortalecer a autonomia tecnológica do setor naval brasileiro.

Impacto econômico com a iniciativa da Marinha

O projeto gerou cerca de 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos. Além disso, mobilizou aproximadamente mil fornecedores pelo país. O conteúdo nacional alcançou quase R$ 5 bilhões, o que representa 40% do valor das quatro embarcações. 

O sistema de gerenciamento de combate (CMS), desenvolvido por Atech (Embraer) e Atlas Elektronic GmbH, integra sensores e armas. Fornece à Marinha total acesso ao código-fonte.

As fragatas da classe Tamandaré deslocam 3,5 mil toneladas, comportam um helicóptero e um drone de pouso vertical. Também operam em ambientes de superfície, aéreo e subsuperfície. Possuem 107 metros de comprimento, autonomia para 5,5 mil milhas náuticas (cerca de 10 mil km), velocidade máxima de 25 nós (47 km/h) e tripulação de 136 militares.

Objetivo do programa

Os navios serão equipados com mísseis antinavio Mansup e Exocet, mísseis antiaéreos CAMM, canhões de 30 mm e 76 mm, lançadores de torpedos e metralhadoras de grande calibre.

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A Marinha ressalta que o programa é estratégico para a vigilância da Amazônia Azul — área de 5,7 milhões de km² sob jurisdição brasileira no Atlântico. Além disso, garante a defesa das ilhas oceânicas, infraestruturas e rotas marítimas, fundamentais para o comércio exterior do país. As fragatas, junto dos submarinos do Prosub, atuam como instrumentos centrais de dissuasão de ameaças externas.

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Fonte: Revista Oeste · Por Redação Oeste

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