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Marinho acusa Lula de usar reajuste do Bolsa Família como instrumento eleitoral

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de utilizar o reajuste do Bolsa Família como instrumento eleitoral a menos de duas semanas das eleições. A declaração foi divulgada nesta quinta-feira, 17, após Lula assinar o decreto que eleva em 15,04% os valores do programa, incluindo o piso pago às famílias, que passa de R$ 600 para R$ 691.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de usar o reajuste do Bolsa Família como instrumento eleitoral a menos de duas semanas das eleições. A declaração foi divulgada nesta quinta-feira, 17, depois de o petista assinar o decreto que eleva em 15,04% os valores do programa, incluindo o piso pago às famílias, que passa de R$ 600 para R$ 691.

“Faltam menos de duas semanas para a eleição e o desespero já começou”, afirmou Marinho. “O Bolsa Família é importante. Mas dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação.”

+ AGU defende reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição: ‘Fora de qualquer vedação eleitoral’

https://twitter.com/rogeriosmarinho/status/2100688041522458789

O reajuste anunciado pelo governo corresponde, segundo o Palácio do Planalto, à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto deste ano. 

Além do piso de R$ 691, o Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante; o Benefício Primeira Infância, de R$ 150 para R$ 173; e o Benefício Variável Familiar, de R$ 50 para R$ 58.

Leia também: “A república dos impostos”, reportagem da Edição 338 da Revista Oeste

https://twitter.com/LulaOficial/status/2100629139149459904

‘Robin Hood às avessas’

Marinho ampliou as críticas para a condução da política econômica do governo. Segundo o senador, o aumento do benefício ocorre em meio ao avanço da dívida pública e de medidas de aumento de arrecadação.

“Nós entregamos o país com as contas no azul, depois de oito anos de déficit”, disse. “Em 2022, a dívida em relação ao PIB havia caído quatro pontos. Este governo já conseguiu fazer o contrário: aumentá-la em 13 pontos.”

Na sequência, classificou Lula como um “Robin Hood às avessas”.

“Dá com uma mão e tira com as duas”, declarou Marinho. “Tira elevando imposto. Tira aumentando juros. Tira causando inflação. Tira forçando endividamento das famílias. Tira criando taxa das blusinhas e depois fingindo que não é o pai.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A referência à chamada “taxa das blusinhas” ocorre uma semana depois de Lula sancionar a extinção da cobrança de 20% sobre remessas internacionais de até US$ 50. O imposto havia sido instituído em 2024, durante o atual governo.

Na nota, Marinho relacionou diretamente o reajuste à campanha eleitoral de Lula e também voltou a explorar politicamente a crise envolvendo o Banco Master, o ministro Alexandre de Moraes e as investigações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

“Lula está desesperado com as pesquisas e tenta criar uma nova cortina de fumaça para esconder sua parceria com Alexandre de Moraes e a sociedade de Lulinha com a ‘pilantra’ Roberta Luchsinger”, afirmou. “Bem que ele disse que faria o diabo para vencer. Já são quase R$ 300 bilhões fora das regras e o ano nem acabou. O povo não será enganado por quem sequestra o futuro de nossas famílias. Em duas semanas, Lula será aposentado por aqueles a quem 20 anos de PT tanto prejudicaram.”

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