Marinho diz que crise envolvendo Moraes terá reflexos sobre Lula
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), terá reflexos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto. Questionado sobre um possível benefício à candidatura de Flávio diante dos desdobramentos do caso Banco M
O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a crise envolvendo Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), terá reflexos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto.
Ao ser indagado sobre um possível benefício à candidatura de Flávio diante dos desdobramentos do caso Banco Master, Marinho disse considerar o efeito uma “consequência” da relação política construída entre Lula e o magistrado.
“Eu acho que isso é consequência”, analisou Marinho. “Como eu disse aqui, vou repetir: Alexandre de Moraes e Lula são duas faces da mesma moeda. É evidente que, na hora que afeta Alexandre, afeta Lula.”
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A menos de 20 dias do primeiro turno, o líder da oposição no Senado atribuiu o impacto eleitoral à proximidade que Lula demonstrou publicamente com Moraes ao longo do atual mandato. O senador citou manifestações do petista em defesa do ministro e episódios em que o magistrado foi recebido no Palácio do Planalto.
“O fato de Alexandre Moraes hoje ter uma relação estreita com Lula é claro para toda a sociedade brasileira”, disse. “São duas faces da mesma moeda. Vocês assistiram, nos últimos três anos e meio, em diversas oportunidades diferentes, à forma como Alexandre foi recebido no Palácio do Planalto, ovacionado pela militância, incensado por Lula, com várias declarações de Lula colocando-o como defensor da democracia, como alguém que salvou o Brasil.”
Caso Master no centro da disputa
A crise ganhou novo capítulo depois que o Supremo iniciou a análise sobre uma eventual investigação de Moraes a partir de elementos encontrados pela Polícia Federal (PF) no caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O julgamento de terça-feira 15, acabou interrompido por pedido de vista (mais tempo para análise) de Flávio Dino, em meio a um embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça. O plenário discutia uma questão de ordem apresentada pelo decano da Corte para que os procedimentos relacionados a Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente.
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Para Marinho, o impacto político decorre justamente da ausência, até agora, de uma definição sobre a abertura da investigação. O senador argumentou que a apuração não representaria uma conclusão antecipada sobre a responsabilidade de Moraes: “Não precisamos nem afirmar que ele cometeu (algum ilícito)”.
Marinho analisou que o ministro Mendonça, ao se deparar com as informações da PF, pediu à Corte autorização para que os fatos fossem apurados, preservando o direito de Moraes à ampla defesa. O senador afirmou que impedir o avanço da apuração pode transmitir uma percepção de tratamento desigual.
“Passa a sensação de impunidade, passa a sensação de frustração, passa a sensação de que todos nós somos iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros e que esses são protegidos”, ressaltou. “Isso é muito ruim para a sociedade, é muito ruim para a democracia, é muito ruim para o Judiciário brasileiro.”
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