Marmitas viram porta de entrada para ex-assalariados em São Paulo
O mercado de marmitas tem se consolidado como porta de entrada para o empreendedorismo em São Paulo. Uma pesquisa mostra que grande parte dos microempreendedores individuais (MEIs) do setor trabalhava anteriormente com carteira assinada e decidiu abrir o próprio negócio em busca de autonomia financeira, independência ou complementação de renda.
O mercado de marmitas tem se consolidado como uma porta de entrada para o empreendedorismo em São Paulo. Um levantamento do Sebrae-SP mostra que grande parte dos microempreendedores individuais (MEIs) do setor trabalhava anteriormente com carteira assinada e decidiu abrir o próprio negócio em busca de autonomia financeira, independência ou complementação de renda.
Segundo a pesquisa “Perfil e desafios dos negócios de marmitas”, o Estado de São Paulo reúne 91.587 MEIs nessa atividade, o equivalente a 76% dos micro e pequenos negócios do segmento. O perfil predominante é feminino: 71,3% dos empreendedores são mulheres, e 60% vieram de empregos formais antes de iniciar a produção e venda de refeições.
Marmitas: receita média supera R$ 4 mil
O estudo revela que a principal vantagem do setor é a baixa barreira de entrada. O investimento médio inicial é de R$ 3 mil, valor que permite começar a operação, muitas vezes, na própria cozinha de casa, utilizando utensílios já disponíveis.
Em média, os empreendedores faturam R$ 4.191 por mês. A maior parte vende entre 151 e 300 marmitas mensais, e 65% cobra entre R$ 21 e R$ 30 por unidade, faixa considerada intermediária e compatível com o poder de compra da maioria dos consumidores.
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Apesar da facilidade para começar, o setor exige atenção à gestão financeira. O levantamento aponta que os principais desafios são o controle de custos (42%), a concorrência (38%) e a logística das entregas (29%).
Para o Sebrae-SP, os dados indicam que o negócio de marmitas tem funcionado como uma alternativa de transição de carreira. O baixo investimento inicial atrai trabalhadores que deixam a CLT para testar um negócio próprio, mas a permanência no mercado depende de planejamento, precificação adequada e organização das finanças, já que o segmento se tornou cada vez mais competitivo.
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