Meio/Ideia: 51,6% veem decisões do STF ligadas a interesses próprios
Mais da metade dos eleitores brasileiros considera que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tomam decisões influenciados mais por interesses próprios do que pela legislação. É o que mostra a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 9. + Entenda o que é Política em Oeste O levantamento apresentou aos entrevistados a afirmação de que “ministros do STF decidem mais por intere
Mais da metade dos eleitores brasileiros considera que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tomam decisões influenciados mais por interesses próprios do que pela legislação. É o que mostra a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 9.
+ Entenda o que é Política em Oeste
O levantamento apresentou aos entrevistados a afirmação de que “ministros do STF decidem mais por interesse próprio do que pela lei”. Ao todo, 51,6% disseram concordar com a frase. Outros 10,9% discordaram e 23,9% não concordaram nem discordaram. A parcela que não soube ou não respondeu chegou a 13,6%.
O resultado sugere uma percepção crítica sobre a atuação dos integrantes da Suprema Corte. A pesquisa também perguntou aos participantes sobre o nível de confiança que depositam no STF.
Confiança no Supremo Tribunal Federal (STF)
Entre os entrevistados, 21,3% afirmaram não ter nenhuma confiança no Supremo. Outros 28,4% disseram ter pouca confiança na instituição. Juntos, os dois grupos representam 49,7% da amostra.
Já 31,2% declararam ter alguma confiança na Corte. Apenas 7,3% afirmaram confiar muito no STF. Uma parcela de 11,8% não informou uma resposta para essa questão.
A pesquisa foi realizada em meio ao debate político e institucional envolvendo ministros do Supremo. Nos últimos dias, André Mendonça tornou públicos documentos produzidos pela área de inteligência da Polícia Federal que citavam integrantes da Corte e outras autoridades. O episódio também envolveu o ministro Alexandre de Moraes e informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A pesquisa Meio/Ideia incluiu ainda perguntas sobre a avaliação do governo federal, temas da campanha presidencial e a confiança dos eleitores em outras instituições. O levantamento também buscou medir o impacto de investigações recentes sobre a decisão de voto.
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O instituto ouviu 1,5 mil eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro máxima é de 2,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança é de 95%.
A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07935/2026. O levantamento ocorreu pela Boas Ideias Inteligência em Pesquisa e Estratégia Digital Ltda.
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