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Mensagens apontam pagamentos ligados a Lulinha, filho mais velho de Lula

Mensagens recuperadas do celular da lobista Roberta Luchsinger registram a coordenação de pagamentos relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os diálogos envolvem o motorista de Roberta, Ulisses Barbosa Viana Junior, e o ex-secretário de Saúde de Goiânia, Quesede Ayres Henrique. Em uma conversa de 25 de julho de 2024, Roberta env

Mensagens recuperadas do celular da lobista Roberta Luchsinger registram a coordenação de pagamentos relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os diálogos envolvem o motorista de Roberta, Ulisses Barbosa Viana Junior, e o ex-secretário de Saúde de Goiânia, Quesede Ayres Henrique.

Em outro diálogo, de 25 de julho de 2024, Roberta envia o valor de R$ 26.809 e diz que o montante deveria ser pago a Fábio na TTW Group| Foto: Reprodução/X/@RoLuchsinger

Em diferentes conversas, Roberta chama Lulinha de “sócio” e orienta o motorista sobre entrega de dinheiro, pagamento de despesas e transferências. Em uma mensagem de 29 de novembro de 2024, ela pergunta onde estava o dinheiro e determina que levassem o valor a Fábio.

Em outro diálogo, de 25 de julho de 2024, Roberta envia o valor de R$ 26.809 e diz que o montante deveria ser pago a Fábio na TTW Group, agência de viagens utilizada para organizar compromissos internacionais dela e de Lulinha.

Pagamento de R$ 100 mil

As mensagens também registram uma cobrança de Roberta a Quesede Henrique para que ele realizasse um pagamento de R$ 100 mil com urgência. Segundo a reportagem, na mesma noite Lulinha embarcou para Lisboa.

“Ô Quesede, tu dá um jeito de fazer esse pix, porra, que o homem tá me cobrando, criatura”, escreveu Roberta.

Quesede respondeu que faria o pagamento. Naquela noite, uma empresa comercial de Goiânia depositou R$ 100 mil na conta da RL Consultoria, empresa de Roberta.

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Quesede, que ocupou o cargo de secretário de Saúde da capital goiana, entregou-se à polícia em dezembro de 2024. A investigação apurava suspeitas de que ele desviou R$ 10 milhões da pasta. Segundo as informações apresentadas na reportagem, Roberta o auxiliava na liberação de recursos federais para a Prefeitura de Goiânia e recebia comissões por isso.

Relação é investigada pelo STF

As relações entre Lulinha e Roberta Luchsinger são alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). A principal investigação apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde envolvendo Lulinha, Roberta e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Leia também: "'Amigo do presidente é o povo, não Vorcaro', diz Lula"

O inquérito também investiga a atuação de Lulinha e Antunes na empresa Cannabis World, ligada ao mercado de maconha medicinal.

Outra investigação trata de pagamentos que Roberta teria feito a pessoas próximas ao presidente Lula, entre elas o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A terceira apuração envolve suspeitas de tráfico de influência na Dataprev, empresa pública de processamento de dados.

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