Metrô de São Paulo recebe propostas para expansão da Linha 17-Ouro
O Metrô de São Paulo recebeu nesta terça-feira, 14, quatro propostas para expandir a Linha 17-Ouro, monotrilho que ligará o sistema metroviário ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. A licitação envolve a adaptação do projeto técnico para quatro novas estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano e Vila Paulista. O resultado será divulgado em 20 de agosto.
O Metrô de São Paulo recebeu nesta terça-feira, 14, quatro propostas para expandir a Linha 17-Ouro, monotrilho que ligará o sistema metroviário ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, segundo informações do O Estado de S. Paulo. A licitação envolve a adaptação do projeto técnico para quatro novas estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano e Vila Paulista. O resultado será divulgado em 20 de agosto.
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As ofertas variaram de R$ 49 milhões a R$ 91 milhões. O consórcio Projetista Linha 17-Monotrilho apresentou o menor valor, R$ 48,9 milhões. Em seguida, vieram Hidroconsult-Agência E-Bonin (R$ 63,5 milhões), Egis-Sener-Setec-EGT (R$ 71,3 milhões) e IMNP 17 (R$ 91,3 milhões). Três propostas foram desclassificadas."
Expansão da linha deve ser concluída até 2034
O projeto original da Linha 17-Ouro previa 18 estações, conectando o Estádio do Morumbi ao Terminal Rodoviário do Jabaquara. No entanto, depois de mudanças, atrasos e problemas contratuais, o governo estadual entregou apenas oito. Em março, o Metrô inaugurou, com funcionamento parcial, o trecho entre Congonhas e a estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda.
O Metrô dividiu a expansão em duas etapas. A primeira fase envolve as quatro estações já mencionadas. A segunda inclui outras seis: Estádio Morumbi, São Paulo-Morumbi, Vila Babilônia, Cidade Leonor, Hospital Sabóia e Jabaquara.
A licitação atual prevê a adequação do projeto original e a elaboração do projeto executivo, o que deve levar dois anos. A licitação para construção deve ocorrer em 2028, com obras começando em 2029 e conclusão prevista para 2032. O Metrô quer entregar todas as 18 estações até 2034.
Governo pretende rever concessão do monotrilho
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou que pretende rever o contrato com a Motiva, concessionária responsável pela operação da linha. O governador avalia que o monotrilho será deficitário.
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Segundo Tarcísio, a retirada da Linha 17 do contrato permitiria que a sobra do valor ficasse disponível para a Motiva melhorar o serviço em outras linhas. A decisão, porém, só ocorrerá se houver interesse da empresa.
O governo anunciou o monotrilho em 2010 como uma das obras da Copa de 2014. As obras perderam financiamento federal e as construtoras responsáveis tornaram-se alvo da Lava Jato. O Metrô rescindiu o contrato em 2016. A obra parou por anos, até que a gestão estadual a retomou em 2020.
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Em 2010, o projeto era orçado em R$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 7,1 bilhões corrigidos). O custo total da primeira etapa ficou em R$ 5,97 bilhões.
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