Ministério da Saúde declara emergência sanitária em municípios de SC
O governo federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), declarou emergência sanitária animal, com duração de 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, no oeste de Santa Catarina. A decisão foi motivada pela identificação do vírus da doença de Newcastle em uma unidade comercial de criação de perus destinados ao abate, em Nova Itaberaba. Desde jul
O governo federal, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), declarou emergência sanitária animal, com duração de 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, no oeste de Santa Catarina. A decisão foi motivada pela identificação do vírus da doença de Newcastle em uma unidade comercial de criação de perus destinados ao abate, em Nova Itaberaba. Desde julho de 2024, não havia registro da enfermidade na avicultura comercial brasileira.
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O episódio provocou restrições internacionais aos produtos avícolas nacionais. México e Malásia interromperam as compras de diferentes mercadorias procedentes de todo o território brasileiro. Já China, Arábia Saudita e Chile limitaram as medidas aos produtos originários de Santa Catarina.
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As proibições variam conforme o mercado. Os mexicanos incluíram aves vivas, carnes, miúdos, ovos destinados à incubação, pintinhos com até três dias e determinadas espécies comercializadas como animais de companhia ou para outras finalidades. A Malásia bloqueou carnes, derivados e vísceras de aves.
No caso catarinense, chineses e sauditas suspenderam a entrada de carnes e produtos cárneos avícolas. O Chile adotou uma relação mais ampla, que contempla ovos férteis e livres de patógenos específicos, pintinhos recém-nascidos, aves ornamentais, carne fresca, ovos para alimentação e preparados que contenham carne fresca de aves.
Na propriedade onde ocorreu a identificação do agente infeccioso, a retirada sanitária dos animais começou em 19 de outubro e terminou no dia seguinte. A etapa posterior envolve a higienização e a desinfecção das estruturas. Também foram reforçadas a fiscalização da movimentação de animais e materiais, a observação epidemiológica e a inspeção de estabelecimentos situados na região submetida às medidas preventivas.
O Mapa informou o episódio à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e às autoridades dos mercados compradores. O trabalho de contenção reúne representantes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), da administração municipal, da Polícia Civil, do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e do governo federal.
A doença de Newcastle tem origem viral e pode comprometer as funções respiratórias, neurológicas e digestivas de espécies domésticas e selvagens. Entretanto, segundo as informações divulgadas sobre o foco catarinense, os animais não apresentaram sinais clínicos da enfermidade, apesar da identificação do vírus.
A transmissão para seres humanos é incomum e, quando ocorre, pode causar conjuntivite leve. O ministério assegura que alimentos avícolas aprovados pela fiscalização sanitária oficial continuam próprios para consumo.
Providências para encerrar emergência sanitária em SC
O impacto comercial preocupa o setor porque o Brasil ocupa a liderança mundial nas exportações de carne de frango. Em 2024, a identificação de Newcastle no Rio Grande do Sul já havia provocado interrupções temporárias nas compras realizadas pela China e pela União Europeia.
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O governo brasileiro declarou que prossegue com os contatos técnicos junto aos países que adotaram os bloqueios. Objetivo, segundo o Mapa, é demonstrar a eficácia das providências sanitárias e negociar a reabertura dos mercados. Outros destinos comerciais permanecem sob acompanhamento.
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