Ministério Público de SP denuncia 16 por esquema de adulteração de combustíveis
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), denunciou 16 homens por participação em um esquema de adulteração de combustíveis, falsidade documental, fraudes, crimes fiscais e lavagem de dinheiro. A acusação faz parte dos desdobramentos da Operação Carbono Oculto. Segundo o Ministério Público, os acusados integraram, promoveram
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), denunciou 16 homens por participação em um esquema de adulteração de combustíveis, falsidade documental, fraudes, crimes fiscais e lavagem de dinheiro. A acusação faz parte dos desdobramentos da Operação Carbono Oculto.
Segundo o Ministério Público, os acusados integraram, promoveram e financiaram uma organização criminosa. O grupo teria desviado metanol, adulterado combustíveis e lavado recursos ilícitos. A Justiça ainda analisará a denúncia. Se o juiz aceitar a acusação, os 16 denunciados passarão à condição de réus no processo.
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A investigação começou com a Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto de 2025. Cerca de 1,4 mil agentes cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão em oito Estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A força-tarefa reuniu MPSP, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria da Fazenda e unidades do Gaeco.
Diferentes etapas da produção de combustíveis
O grupo atuou em diferentes etapas da produção e da distribuição de combustíveis. As autoridades identificaram mais de 350 pessoas físicas e jurídicas como alvos da investigação por crimes ambientais, fiscais, estelionato e contra a ordem econômica.
Integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de outras organizações criminosas participaram das ações, segundo a investigação. Os grupos mantinham vínculos para viabilizar atividades ilícitas e inserir dinheiro de origem criminosa na economia formal e no sistema financeiro.
A organização movimentou parte dos recursos por meio de fintechs sob controle do crime organizado. Essas instituições de pagamento atendiam principalmente empresas do setor de combustíveis e operavam para dificultar o rastreamento do dinheiro.
As fintechs mantinham uma contabilidade paralela e faziam transferências sem identificar os beneficiários finais. O mecanismo ocultava a origem dos valores e dificultava a fiscalização dos órgãos de investigação.
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