Ministro da Fazenda atribui pressão sobre preços à guerra no Oriente Médio
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 21, que a pressão sobre os preços no Brasil não decorre apenas da política fiscal do governo federal. Segundo ele, a guerra no Oriente Médio também afeta a inflação ao elevar os custos dos combustíveis e comprometer a oferta mundial de fertilizantes. Em entrevista à Rádio Metrópole Salvador, Durigan disse que a preocupação com a
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 21, que a pressão sobre os preços no Brasil não decorre apenas da política fiscal do governo federal. Segundo ele, a guerra no Oriente Médio também afeta a inflação ao elevar os custos dos combustíveis e comprometer a oferta mundial de fertilizantes.
Em entrevista à Rádio Metrópole Salvador, Durigan disse que a preocupação com a inflação leva bancos centrais de diferentes países a considerar os efeitos do conflito sobre os preços. Na avaliação do ministro, o impacto externo também precisa entrar na discussão sobre os juros brasileiros.
“Não é só o governo que gasta, é a guerra feita pelo governo dos Estados Unidos no Irã, apoiada pelo bolsonarismo, que está trazendo aumento de preço no país”, declarou.
Banco Central mantém juros elevados
O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal instrumento para controlar a inflação. A meta atualmente é de 3% ao ano, enquanto a taxa básica está em 14%.
Na ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), a autoridade monetária destacou que a inflação continua pressionada pela demanda, em razão do ritmo da atividade econômica. O órgão também afirmou que acompanha os efeitos do conflito no Oriente Médio, principalmente para avaliar se o aumento de preços de combustíveis pode atingir outros setores da economia.
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O BC também já demonstrou preocupação com medidas do governo que estimulam o consumo.
Ministro critica juros do cartão
Durigan voltou a defender mudanças na política de juros. Segundo ele, o Brasil não enfrenta atualmente uma crise fiscal ou de dívida, mas o custo do crédito cria dificuldades para consumidores e empresas.
“O juro do cartão de crédito é absurdo, é abusivo", afirmou. "Temos que lidar com esse tema”
O ministro também citou os juros cobrados em crediários, inclusive por fintechs, como uma questão que, segundo ele, precisa ser enfrentada pelo governo.
Durigan associou essa agenda à discussão sobre a jornada de trabalho. Para o ministro, a redução dos juros e o fim da escala 6x1 devem estar entre as prioridades do país nos próximos anos.
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