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Ministro da Fazenda descarta retaliação aos EUA após tarifa de 25%

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não estuda retaliar os Estados Unidos, em resposta à tarifa de 25% imposta por Washington sobre produtos brasileiros.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 17, que o governo não estuda retaliar os Estados Unidos. A declaração ocorreu em resposta à tarifa de 25% imposta por Washington sobre produtos brasileiros.

"Não cabe falar em retaliação ​aos EUA por tarifas, estamos ⁠falando de avaliar os mecanismos ​de reciprocidade", disse o ministro. "Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo e está fora do nosso trabalho."

Segundo o ministro, o governo avalia opções de reciprocidade em conjunto com empresários, conforme medida aprovada pelo Congresso Nacional. Ele afirmou que a medida deve ser usada "na medida de no tempo correto", mas não deu mais detalhes de como serão as ações.

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Os Estados Unidos anunciaram, na quarta-feira 15, a imposição do tarifaço sobre diversas importações brasileiras. No dia seguinte, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo brasileiro sabe como implementar a Lei de Reciprocidade no momento adequado.

Durigan fala em preservar economia e metas fiscais

Durigan disse que o governo conduz o tema com cautela para evitar impactos sobre a economia brasileira. "Estamos tomando muito cuidado com isso", continuou. "E o cuidado não é em relação aos Estados Unidos, e sim em relação à nossa economia. A gente não pode entrar nessa ótica de usar o momento político-eleitoral para fazer ataques político-eleitorais, prejudicando a economia."

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O ministro também comentou as expectativas do mercado. "Tem uma preocupação de algumas pessoas do mercado, em ‌especial no momento que o país vive pré-eleitoral e com medidas de aumento de despesa", afirmou. "Já garanto que vamos fazer tudo com muita cautela, de modo a não prejudicar a trajetória fiscal, que segue bem."

"A gente vai ‌garantir o cumprimento das metas e um bom resultado macroeconômico no país como um todo, em que pese a gente sabe que alguns setores ‌específicos precisam de atenção", completou Durigan.

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