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Ministro do STF defende permanência de Ancelotti na seleção e homenageia Neymar após eliminação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu a continuidade do técnico italiano Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira e prestou homenagem a Neymar em publicação nas redes sociais após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu a permanência do treinador italiano Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira e homenageou Neymar em uma publicação feita depois da eliminação do Brasil na Copa do Mundo. A mensagem foi publicada na rede social X nesta terça-feira, 7.

+ Leia mais: Entenda o que é a política no Brasil em Oeste

Na publicação, Gilmar escreveu que "encerrada nossa participação na Copa de 2026, fica a gratidão" e afirmou que a eliminação marca "um novo ciclo" para a Seleção Brasileira. "A permanência de Carlo Ancelotti à frente da equipe dá solidez a esse recomeço, e a Seleção que se renova encontrará no torcedor, uma vez mais, a sua maior força", disse.

Na sequência, Gilmar elogiou Neymar e afirmou que o atacante, "ao representar o Brasil em quatro Copas do Mundo, nos emocionou com seu talento, categoria e gols que marcaram época". O ministro acrescentou: "Minha gratidão por tudo o que representa para o nosso futebol, e a certeza de que seguirá encantando torcedores em todo o mundo."

https://twitter.com/gilmarmendes/status/2074500278934519827

Gilmar e família: relações com a CBF

O texto, contudo, passou a exibir uma nota da comunidade, ferramenta criada pelo X para checagem de fatos pelos usuários. Uma reportagem de Oeste figura entre as reportagens usadas como fonte. O aviso afirma: "Gilmar Mendes não mencionou, mas ele próprio e o filho têm grande influência na CBF". O ministro e seu filho, Francisco Schertel Mendes, mantêm relações próximas com a Confederação Brasileira de Futebol.

Francisco integra o Comitê Disciplinar da FIFA desde maio de 2021, por indicação da CBF, e foi reconduzido ao cargo em 2025. O órgão foi responsável pela anulação do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, depois de pedido do presidente norte-americano Donald Trump, nesta Copa.

O filho do ministro também é diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar, e foi eleito vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol. A partir disso, ele passou a exercer papel de destaque em eventos esportivos e liderou delegações de dirigentes em viagens pela Europa.

Em agosto de 2023, o IDP e a CBF firmaram um contrato de dez anos para administrar a CBF Academy, braço de formação da entidade. Conforme noticiado por Oeste, 84% da receita da iniciativa ficam com o IDP e 16% com a CBF.

Em janeiro de 2024, Gilmar anulou o afastamento do cartola Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF, determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Posteriormente, o ministro homologou um acordo que manteve o dirigente no cargo.

As decisões levaram o senador Eduardo Girão (Novo-CE) a afirmar que a parceria entre a CBF e o IDP compromete a imparcialidade do ministro. "Isso precisa ser investigado, é gravíssimo o conflito de interesses", declarou. "O ministro deveria ter se declarado impedido."

Leia também: “A autogenerosidade da CBF”, reportagem de Eugenio Goussinsky e Lucas Cheiddi publicada na Edição 265 da Revista Oeste

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