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Moraes solicita nova manifestação da PGR sobre arma de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Procuradoria-Geral da República e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestem novamente após a conclusão do inquérito sobre a arma registrada em nome dele.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestem novamente depois da conclusão do inquérito sobre a arma registrada em nome do ex-presidente. A informação foi confirmada por Oeste.

O prazo dado pelo magistrado é de 48 horas. A decisão foi tomada depois de a Polícia Civil do Distrito Federal concluir que Bolsonaro não cometeu irregularidade. Segundo o relatório, a pistola tinha registro válido e não havia impedimento legal para que permanecesse em sua residência.

Já o sargento Estácio Leite Filho, integrante da equipe de segurança de Bolsonaro, foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo. De acordo com a investigação, ele transportava uma pistola registrada em nome do ex-presidente sem autorização formal do proprietário, o que contraria as regras previstas no Estatuto do Desarmamento.

No dia da abordagem, durante uma blitz em Brasília, o militar afirmou que levava a arma para conserto e pretendia devolvê-la ao dono. A polícia, no entanto, destacou que o porte funcional não autoriza um agente público a portar arma registrada em nome de outra pessoa.

Com as novas manifestações da PGR e da defesa, Moraes deverá decidir se Bolsonaro continuará em prisão domiciliar ou se retornará ao regime fechado.

A arma apreendida na casa de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar em Brasília | Foto: Reprodução/X

Segundo o depoimento de Bolsonaro, ele pediu ao delegado responsável que deixasse ao menos uma arma na casa, alegando a necessidade de proteger o imóvel onde vive com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outras duas mulheres.

Os investigadores afirmaram que a pistola possuía registro válido junto ao Exército e que não havia impedimentos legais para que o ex-presidente a mantivesse em casa.

Já o agente do GSI Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a polícia, apesar de possuir porte funcional, ele transportava uma arma registrada em nome de outra pessoa, em desacordo com o Estatuto do Desarmamento.

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Em depoimento, Bolsonaro também relatou que a pistola apresentou uma pane. Por isso, chamou o agente do GSI, que teria experiência com esse tipo de armamento, para verificar o problema.

O ex-presidente afirmou, porém, que o militar retirou a arma da residência sem su

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