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Morre Lindsey Graham, senador republicano e aliado de Trump, aos 71 anos

O senador republicano Lindsey Graham morreu na noite deste sábado, 11, aos 71 anos. O gabinete do parlamentar informou que o político enfrentou uma doença breve e repentina, mas não divulgou a causa da morte. A família pediu privacidade.

O senador republicano Lindsey Graham morreu, na noite deste sábado, 11, aos 71 anos. O gabinete do parlamentar informou que o político enfrentou uma doença “breve e repentina”, mas não divulgou a causa da morte. A família pediu privacidade.

Graham representava a Carolina do Sul no Senado dos Estados Unidos desde 2003. Nos últimos anos, tornou-se um dos aliados mais próximos do presidente Donald Trump no Congresso e uma das vozes republicanas mais ativas em temas de defesa, segurança nacional e política externa.

Dois dias antes de morrer, Graham esteve em Kiev e se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Durante a visita, defendeu a aplicação de novas sanções contra a Rússia e a continuidade do apoio norte-americano aos ucranianos. Ele havia retornado aos EUA e participaria de um programa de televisão neste domingo, 12, para comentar a viagem.

https://twitter.com/LindseyGrahamSC/status/2076185414721847673

Quem foi Lindsey Graham

Nascido em 9 de julho de 1955, na cidade de Central, na Carolina do Sul, Lindsey Olin Graham cresceu em uma família de poucos recursos. Os pais administravam um bar e restaurante próximo à casa onde viviam.

Ele estudou Direito na Universidade da Carolina do Sul e serviu como advogado da Força Aérea dos EUA. Ao longo de mais de três décadas de carreira militar, passou pela ativa, pela Guarda Nacional Aérea e pela reserva. Aposentou-se com a patente de coronel.

A entrada na política eleitoral ocorreu em 1992, quando conquistou uma cadeira na Câmara estadual. Dois anos depois, elegeu-se para a Câmara dos Representantes dos EUA, onde permaneceu até assumir uma vaga no Senado.

Graham ganhou projeção nacional em 1999, ao participar da equipe de congressistas republicanos que atuou no processo de impeachment do então presidente, Bill Clinton. No Senado, integrou e presidiu comissões de peso, incluindo a de Justiça e a de Orçamento. Também participou das comissões de Apropriações, Meio Ambiente e Obras Públicas.

Hillary Clinton é ex-secretária de Estado, e Bill Clinton é ex-presidente | Foto: Reprodução/Flickr

Política externa marcou a carreira

Graham fez da política externa uma das principais marcas de sua atuação. Defendeu o fortalecimento das Forças Armadas, a presença norte-americana em conflitos internacionais e um posicionamento mais duro diante de governos considerados adversários de Washington.

Ele apoiou a invasão do Iraque, em 2003, manteve posição favorável à aliança com Israel e pressionou por sanções contra Rússia e Irã. Essa linha lhe rendeu a classificação de “falcão”, termo usado na política norte-americana para autoridades favoráveis ao emprego mais amplo do poder militar e diplomático dos EUA.

Por muitos anos, Graham atuou ao lado dos senadores John McCain e Joe Lieberman. Os três compartilhavam posicionamentos semelhantes sobre defesa e intervenções internacionais e ficaram conhecidos em Washington como os “três amigos”.

A morte de McCain, em 2018, encerrou uma das relações políticas mais importantes da carreira de Graham. Mesmo depois, o senador da Carolina do Sul continuou defendendo parte da agenda internacional construída pela dupla.

A bandeira americana simboliza liderança e presença internacional | Foto: Reprodução/Freepik

De crítico a aliado de Trump

Graham tentou disputar a indicação republicana à Presidência em 2016. Durante as prévias, fez críticas a Trump e o acusou de explorar divisões raciais e religiosas. Ele abandonou a campanha antes do início da votação.

Depois da vitória de Trump, contudo, os dois se aproximaram. Graham passou a frequentar a Casa Branca, aconselhou o presidente em assuntos internacionais e se tornou um defensor de sua administração no Senado.

Como presidente da Comissão de Justiça, teve papel importante na confirmação de juízes indicados por Trump. Também atuou contra os processos de impeachment enfrentados pelo republicano e apoiou sua volta ao poder.

A proximidade não eliminou todas as divergências. Graham manteve uma posição mais favorável à intervenção internacional do que setores do movimento trumpista, sobretudo em relação à Ucrânia.

O que Trump sinaliza, é o reconhecimento de que o Brasil de outubro de 2026 importa para a geometria do continente de uma forma que nenhuma outra eleição talvez tenha importado | Foto: Reuters/Sipa USA

Antes da aliança com Trump, Graham também havia participado de negociações bipartidárias. Em 2013, ajudou a elaborar uma proposta ampla de reforma da imigração, aprovada pelo Senado, mas que não avançou na Câmara. Com o passar dos anos, adotou posições mais rígidas sobre o tema.

Graham havia garantido em junho a indicação republicana para disputar um quinto mandato nas eleições de novembro. Sua morte abre uma vaga no Senado e altera a disputa eleitoral na Carolina do Sul. Pelas regras estaduais, caberá ao governo da Carolina do Sul definir os próximos passos para a substituição.

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