MP denuncia dono da Ultrafarma por organização criminosa
O Ministério Público de São Paulo denunciou o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, por organização criminosa no caso que investiga um suposto esquema de propinas na Secretaria da Fazenda paulista. A nova denúncia inclui 11 investigados. Os promotores pediram a prisão de seis deles, mas decidiram não solicitar a prisão preventiva de Sidney Oliveira. Em vez disso, o MP pediu medidas c
O Ministério Público de São Paulo denunciou o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, por organização criminosa no caso que investiga um suposto esquema de propinas na Secretaria da Fazenda paulista.
A nova denúncia inclui 11 investigados. Os promotores pediram a prisão de seis deles, mas decidiram não solicitar a prisão preventiva de Sidney Oliveira. Em vez disso, o MP pediu medidas cautelares, como comparecimento mensal à Justiça, proibição de deixar a comarca por mais de cinco dias sem autorização, uso de tornozeleira eletrônica e apreensão do passaporte.
O empresário já respondia por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Agora, a Promotoria acrescentou a acusação de organização criminosa e classificou Oliveira como um dos “protagonistas” do suposto esquema.
Segundo o MP, o grupo teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas por meio de fraudes envolvendo créditos tributários de ICMS-ST. Auditores fiscais teriam agilizado, antecipado e ampliado ressarcimentos em troca de vantagens indevidas.
MP aponta suposto núcleo empresarial ligado à Ultrafarma
De acordo com a investigação, a Ultrafarma teria recebido R$ 327,1 milhões em ressarcimentos considerados indevidos.
A Promotoria afirma que o núcleo empresarial era formado por Sidney Oliveira e dois auxiliares da empresa: Rogério Barbosa Caraça e Jane Gonçalves do Nascimento. O grupo teria atuado de forma permanente entre 2021 e 2025.
Os investigadores sustentam que Sidney Oliveira tomava decisões estratégicas no suposto esquema, aprovava valores de propina e mantinha contato direto com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como articulador da organização.
A denúncia cita mensagens e conversas recuperadas em celulares. Segundo o MP, parte da propina era entregue na sede da Ultrafarma. Jane Gonçalves teria a função de repassar dinheiro em espécie a auditores fiscais.
A Promotoria dividiu a organização em quatro núcleos: agentes públicos, técnico-operacional, financeiro e lavagem de capitais, além do núcleo empresarial.
Artur Gomes está preso desde agosto do ano passado. O MP afirma que ele negociava valores de propina, mantinha contato com empresas e supervisionava etapas do suposto esquema.
O inquérito também aponta crescimento patrimonial da empresa Smart Tax, descrita pelos investigadores como companhia de fachada usada como “central financeira” do grupo. A empresa estaria registrada em nome de Kimio Mizukami da Silva, mãe do auditor fiscal, apontada como “laranja” da operação.
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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha



