MST picha fachada da embaixada dos EUA em Brasília
Na manhã desta quinta-feira, 13, a fachada da embaixada dos Estados Unidos em Brasília amanheceu pichada com críticas à política de guerras do país. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) assumiu a responsabilidade pela ação e divulgou imagens de militantes com faixas, além de uma bandeira norte-americana alterada e queimada.
Na manhã desta quinta-feira, 13, a fachada da embaixada dos Estados Unidos em Brasília exibiu pichações com críticas à política de guerras do país. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) afirmou ser responsável pela ação, e divulgou imagens de militantes com faixas, além de uma bandeira norte-americana alterada e queimada.
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Entre as frases pichadas, uma destacava: “Os EUA fazem guerra e lucram com a morte”. Segundo nota do MST, a manifestação integra a 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra, e homenageia o centenário de Fidel Castro, ex-ditador cubano.
Reação e segurança na embaixada
No local, funcionários da embaixada tentaram cobrir as inscrições durante a manhã. A pichação foi feita no muro lateral do prédio, no Setor de Embaixadas Sul, que atualmente passa por reformas. A segurança da área é supervisionada pelo 5º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
O protesto criticou as operações militares dos EUA em países como Venezuela, Irã e na Faixa de Gaza. Militantes exibiram faixas com mensagens como: “Indústria da Guerra dos EUA = mortes, fome e a destruição da natureza”. Além disso, usavam chapéus nas cores da bandeira norte-americana.
“A Embaixada dos Estados Unidos está ciente dos atos de vandalismo em nossas dependências", declarou a embaixada. “Tais atos são inaceitáveis, e estamos trabalhando com as autoridades locais. Os EUA continuam comprometidos em dialogar com o povo brasileiro e em garantir a segurança de nossos funcionários e instalações. As atividades consulares seguem normalmente.”
Tensões diplomáticas e repercussão nacional
A manifestação ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, marcadas por críticas e acusações de ingerência eleitoral entre os governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump. O MST afirmou que o protesto foi pacífico e coletivo, com o objetivo de denunciar a “indústria bélica e política imperialista dos EUA”, responsabilizando-a por mortes, guerras e sanções contra povos latino-americanos e de outras regiões.
Outras cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Recife, também registraram protestos semelhantes em frente a instalações diplomáticas americanas. Nos últimos meses, a embaixada e consulados dos EUA têm sido alvo frequente de manifestações promovidas por grupos de esquerda.
Nos dias 5 de janeiro e 8 de março, manifestações já haviam ocorrido em reação à atuação militar dos EUA na Venezuela e a políticas para a América Latina. A embaixada em Brasília já soma outros registros de pichações e danos ao patrimônio em protestos anteriores.
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