Netanyahu diz que Irã tenta criar ‘bombas da morte’
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Irã de tentar desenvolver "bombas da morte". A declaração foi divulgada pelo i24NEWS nesta quarta-feira, 21. Para o premiê israelense, a única forma de eliminar a ameaça nuclear no Oriente Médio é derrubar o regime dos aiatolás. A fala amplia a tensão na região em meio ao impasse nas negociações com os Estados Unidos. Netanyahu afirm
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o Irã de tentar desenvolver "bombas da morte". A declaração foi divulgada pelo i24NEWS nesta quarta-feira, 21. Para o premiê israelense, a única forma de eliminar a ameaça nuclear no Oriente Médio é derrubar o regime dos aiatolás. A fala amplia a tensão na região em meio ao impasse nas negociações com os Estados Unidos.
Netanyahu afirmou: "O Irã está novamente tentando desenvolver bombas da morte". Na sequência, o chefe de governo israelense defendeu uma mudança de postura da comunidade internacional: "A única maneira de eliminar a ameaça é derrubar o regime."
A fala de Netanyahu ocorre em meio à intransigência de Teerã nas negociações. Para o primeiro-ministro israelense, acordos paliativos não são suficientes para conter o programa nuclear iraniano. Israel e os Estados Unidos acusam o Irã de buscar o desenvolvimento de armas atômicas, o que o governo iraniano nega.
Irã nega entregar urânio enriquecido e impõe condições
O posicionamento de Netanyahu reforça a linha dura contra o regime iraniano. O premiê tem defendido que a comunidade internacional adote medidas mais severas para impedir o avanço do enriquecimento de urânio no país.
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou nesta terça-feira, 20, que nenhum grama de urânio enriquecido sairá do território iraniano. Ele classificou o material como um "ativo nacional" e condicionou o diálogo com os Estados Unidos ao cumprimento de exigências.
"Não haverá negociações até que os Estados Unidos tomem medidas para construir confiança", escreveu Rezaei em uma rede social.
A liderança iraniana exige sete condições para retomar o diálogo. Entre elas estão o fim do bloqueio aos portos, a remoção das sanções ao petróleo e o encerramento de hostilidades na região.
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O Irã mantém o enriquecimento de urânio em 60%, um patamar bem acima do necessário para fins civis e próximo dos 90% considerados de grau militar.
Paquistão tenta mediar impasse entre EUA e Irã
O chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, está em Teerã para tentar mediar o impasse entre iranianos e americanos. Ele se reuniu com Rezaei e com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Uma tentativa anterior de mediação paquistanesa resultou em um acordo de paz interino em junho, mas o pacto ruiu poucas semanas depois com a retomada dos combates.
A declaração de Netanyahu e a recusa do Irã em ceder no programa nuclear indicam que as negociações seguem travadas. A comunidade internacional acompanha a movimentação diplomática para evitar uma escalada militar na região.
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