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Netanyahu pretende voltar ao Brasil para eventual posse de Flávio

Um misto de euforia e bom humor envolvia o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no momento em que a Colômbia inaugurava sua embaixada em Israel. Um amplo sorriso não o deixava disfarçar o quanto é importante, para o seu governo, ter outros países como aliados. Cada elogio ou até um tímido aceno já é visto por ele como um sinal de inclusão de Israel, neste momento em que o país tem sido hostiliz

Um misto de euforia e bom humor envolvia o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no momento em que a Colômbia inaugurava sua embaixada em Israel. Um amplo sorriso não o deixava disfarçar o quanto é importante, para o seu governo, ter outros países como aliados. Cada elogio ou até um tímido aceno já é visto por ele como um sinal de inclusão de Israel, neste momento em que o país tem sido hostilizado por muitas nações críticas da guerra em Gaza.

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Ao resumir este sentimento, Netanyahu citou o Brasil, depois de enumerar os "vários países amigos de Israel". E, com uma certa dose de carinho, acrescida de um tom de lamentação e irônico, referiu-se ao gigante sul-americano como um "pequeno país". O tom irônico pode ser compreendido também como uma leve crítica.

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Na visão de Netanyahu, é denominação válida enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o governar. Caso a família Bolsonaro, representada por Flávio, assuma o poder, o premiê israelense voltará a relacionar extensão territorial ao estilo de governo. Com todas as letras, novamente chamará o Brasil de "grande país". Sem ironias.

"Os primeiros lugares que visitamos, Sara e eu, foram três países: Colômbia, Argentina e México", declarou Netanyahu, nesta quarta-feira, 14, na capital israelense. "Foi uma ótima visita, com uma recepção muito amistosa em cada um desses países. E, aliás, um ano depois, fomos a um pequeno país chamado Brasil, para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez façamos isso novamente."

Na recepção realizada na noite da inauguração da embaixada colombiana, além de Netanyahu, estavam presentes Gideon Sa’ar, ministro das Relações Exteriores de Israel; Omar Bula Escobar, ministro das Relações Exteriores da Colômbia; Moshe Lion, prefeito de Jerusalém, e os respectivos embaixadores.

Netanyahu e o governo Bolsonaro

A relação entre Brasil e Israel está estremecida durante boa parte do governo Lula. O presidente brasileiro criticou a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza. Em 2024, o petista comparou a ação militar de Netanyahu ao Holocausto. Indignado, o governo israelense declarou Lula persona non grata. O governo brasileiro, em retaliação a uma reprimenda sofrida pelo embaixador brasileiro, retirou seu embaixador de Israel.

A situação é diferente em relação à família Bolsonaro. O primeiro-ministro israelense veio pela primeira vez ao Brasil em dezembro de 2018, para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele passou primeiro pelo Rio de Janeiro, onde se reuniu com Bolsonaro e participou de cerimônias religiosas, e compareceu à posse em Brasília, no dia 1º de janeiro de 2019.

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Em 2019, Bolsonaro viajou a Israel e anunciou que Brasil e Israel firmaram seis acordos de cooperação: quatro relativos à segurança pública, questões relacionadas à ciência e tecnologia, defesa e a serviços aéreos. Na segurança pública, foi firmada parceria de prevenção e combate ao crime organizado.

Em 19 de outubro de 2023, doze dias depois dos ataques de 7 de outubro em Israel, a Câmara dos Deputados brasileira aprovou três daqueles acordos internacionais do Brasil com Israel, em meio a debates sobre o conflito armado entre os israelenses e o grupo terrorista Hamas. Um dos acordos aprovados (PDL 554/21) era o referente à cooperação entre o Brasil e Israel na área de segurança pública, citado por Bolsonaro.

O acordo sobre serviços aéreos firmado entre Brasil e Israel em março de 2019, durante o governo Jair Bolsonaro, recebeu a aprovação definitiva do Congresso Nacional em junho de 2025. O texto estabelece regras para o transporte aéreo de passageiros e cargas entre os dois países, mas sua entrada em vigor internacional ainda não pôde ser confirmada.

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