‘Ninguém pode estar acima da lei’, diz Tarcísio sobre ministros do Supremo
Um dia depois de ser reeleito governador de São Paulo em primeiro turno, com uma votação consagradora, Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a defender a investigação sobre suspeitas de eventuais ilícitos cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao comentar a possibilidade de a nova composição do Senado – agora ainda mais dominado por partidos de direita – aprovar pedidos
Um dia depois de ser reeleito governador de São Paulo em primeiro turno, com uma votação consagradora, Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a defender a investigação sobre suspeitas de eventuais ilícitos cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao comentar a possibilidade de a nova composição do Senado – agora ainda mais dominado por partidos de direita – aprovar pedidos de impeachment de magistrados da Corte, Tarcísio afirmou que “a lei deve valer para todos”.
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“A sociedade quer respostas, principalmente quando há indícios de crime de responsabilidade. Ninguém pode estar acima da lei. Se houver indício de crime de responsabilidade, cabe ao Senado Federal fazer o processamento e o julgamento desse indício”, disse o governador reeleito de São Paulo em entrevista à GloboNews.
“Isso já foi feito com dois presidentes da República no período democrático [Fernando Collor e Dilma Rousseff]. Tiveram seus mandatos cassados. Por que não o ministro Supremo se submeter a um processo de julgamento político no Senado Federal por crime de responsabilidade, garantido o direito ao contraditório?”, indagou Tarcísio.
Para o governador paulista, os resultados do primeiro turno das eleições gerais no país foram um recado claro da maioria da população brasileira contra os desmandos no STF.
“Essa eleição acabou sendo muito plebiscitária acerca do STF. Querendo ou não, gostemos ou não, o Supremo virou pauta”, reconheceu. “O Supremo foi decisivo para a tomada de decisão porque as pessoas estão vendo uma instituição que passa pela maior crise de credibilidade da sua história. É muito ruim para o país quando a Corte Suprema passa por uma crise dessa natureza”, prosseguiu Tarcísio.
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Reforço para a campanha de Flávio
Na entrevista, Tarcísio de Freitas também comentou o bom desempenho do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no primeiro turno da eleição presidencial. O senador terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Tarcísio embarca ainda nesta segunda-feira, 5, a Brasília, onde se reunirá com Flávio para acertar como será sua participação na campanha presidencial no segundo turno.
“Não vai haver desmobilização. Haverá trabalho intenso para que a gente possa encerrar esse ciclo que não está sendo bom para o Brasil”, prometeu. “Vamos nos encontrar em Brasília. A gente vai sentar e planejar isso. O que estou fazendo agora é me colocar à disposição. Eles vão contar com um soldado para usarmos essa força no Estado de São Paulo para fazer a diferença. Essa energia vai estar à disposição de Flávio Bolsonaro a partir de agora”, concluiu Tarcísio.
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