Nobel de Economia premia pesquisadores por modelos de combate a crises
Os economistas norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford venceram o Prêmio Nobel de Economia de 2026, anunciado nesta segunda-feira, 12, pela Academia Real Sueca de Ciências, em Estocolmo. Os pesquisadores foram reconhecidos por desenvolver modelos econômicos que auxiliam governos e bancos centrais a enfrentar crises, controlar a inflação e reduzir os efeitos das oscilações da econom
Os economistas norte-americanos Robert E. Hall e Michael Woodford venceram o Prêmio Nobel de Economia de 2026, anunciado nesta segunda-feira, 12, pela Academia Real Sueca de Ciências, em Estocolmo.
Os pesquisadores foram reconhecidos por desenvolver modelos econômicos que auxiliam governos e bancos centrais a enfrentar crises, controlar a inflação e reduzir os efeitos das oscilações da economia.
Segundo a academia, os trabalhos contribuíram para aprimorar as políticas econômicas ao considerar como famílias e empresas tomam decisões de consumo e investimento. Hall é vinculado à Universidade de Stanford, na Califórnia, enquanto Woodford atua na Universidade de Columbia, em Nova York.
“Os premiados nos ajudaram a suavizar os picos e as quedas da economia”, afirmou a academia. Woodford recebeu a notícia por telefone e declarou que a premiação foi uma surpresa. “É uma honra enorme”, disse o economista.
As pesquisas dos vencedores representam um avanço em relação aos modelos econômicos utilizados durante décadas, especialmente aqueles inspirados nas ideias do britânico John Maynard Keynes. Essas teorias defendiam a intervenção do Estado, por meio de gastos públicos e redução de impostos, para estimular o consumo e o crescimento econômico.
Detalhes do trabalho que venceu o Nobel de Economia
A crise de estagflação dos anos 1970, marcada pela combinação de inflação elevada e desemprego, expôs limitações dessas abordagens. Hall e Woodford desenvolveram, separadamente, modelos que incorporam o comportamento de consumidores e empresas para explicar as flutuações econômicas e orientar decisões de política monetária e fiscal.
Segundo John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas, as contribuições dos pesquisadores estabeleceram uma base teórica para modelos atualmente utilizados por governos e bancos centrais. O trabalho também permite compreender melhor os efeitos de choques econômicos, como crises energéticas e mudanças repentinas nos hábitos de consumo.
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O Nobel de Economia foi criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, em homenagem a Alfred Nobel, e passou a ser entregue junto às demais categorias. Oficialmente chamado de Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, será concedido em 10 de dezembro.
Neste ano, a premiação é de 12 milhões de coroas suecas, aproximadamente US$ 1,2 milhão, valor dividido entre os vencedores.
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