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Um grupo de produtores rurais e empresários ligados ao agronegócio começou a discutir, nos bastidores, a possibilidade de lançar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como uma alternativa na disputa pela Presidência da República em 2026. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A iniciativa ganhou forma com a encomenda de uma pesquisa qualitativa destinada a medir a receptividade do eleitorado ao nome da parlamentar, ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL).
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O estudo, elaborado pelo instituto Ipsos e concluído há cerca de 10 dias, foi financiado pelo próprio grupo de empresários. A avaliação foi posteriormente apresentada à senadora, embora, de acordo com os organizadores, a pesquisa não tenha sido solicitada por Tereza Cristina nem pelo Progressistas.
Nos bastidores, os idealizadores afirmam que o objetivo é estimular o debate em torno de uma candidatura que fuja da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Entre os empresários que participaram da articulação, a avaliação é que Lula enfrenta desgaste político, enquanto Flávio ainda não reuniria as condições necessárias para liderar uma candidatura presidencial.
Força política de Tereza Cristina
O levantamento apontou que o principal obstáculo para uma eventual candidatura de Tereza Cristina é o baixo nível de conhecimento de seu nome entre parte dos eleitores.
Por outro lado, quando os participantes da pesquisa tiveram acesso ao histórico político da senadora, além de vídeos e informações sobre sua trajetória, a percepção passou a ser significativamente mais favorável.
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Segundo relatos de integrantes do grupo que acompanharam o estudo obtidos pela Folha de S.Paulo, características como seriedade, confiança, experiência, firmeza, capacidade de diálogo, preparo, competência e articulação política apareceram entre os atributos mais frequentemente associados à parlamentar.
Entraves partidários
Apesar da movimentação, interlocutores da senadora afirmam que ela segue resistente à ideia de disputar o Palácio do Planalto. A prioridade de Tereza Cristina continua sendo permanecer no Senado e trabalhar para viabilizar uma candidatura à presidência da Casa na próxima legislatura.
Outro fator apontado como dificultador é a posição do próprio Progressistas. A legenda, que integra a federação União Progressista, tende a adotar uma postura de neutralidade na disputa presidencial e, até o momento, não demonstra disposição para embarcar em uma candidatura encabeçada pelo PL ou em outro projeto presidencial alternativo.
Ainda assim, a iniciativa de empresários do agronegócio é vista por aliados como um indicativo de que setores da direita e do centro-direita seguem avaliando diferentes cenários para 2026, diante das incertezas sobre a composição da disputa presidencial e da busca por nomes capazes de ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.
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