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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reafirmou nesta sexta-feira, 14, as críticas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Em nota, o dirigente explicou que a neutralidade de partidos do centrão favorece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele se manifestou depois da repercussão das declarações que proferiu nesta quinta-feira, 13, durante um encontro com empresários em São Paulo. Na ocasião, Kassab disse que Flávio não vencerá a disputa presidencial.

Ao ser indagado sobre as declarações de ontem, Kassab defendeu a decisão do PSD de lançar candidatura própria. “O PSD acertou em ter Ronaldo Caiado, adversário histórico do PT, como nosso candidato”, afirmou. “A neutralidade dos partidos do chamado centrão, que diziam que apoiariam Flávio, mostrou que diversas lideranças desses partidos estão hoje com Lula.”

Progressista (PP), União Brasil e Republicanos estão entre as siglas que não aderiram formalmente à candidatura de Flávio. A falta de apoio desses partidos também limita a formação de uma aliança nacional mais ampla em torno do senador.

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Kassab diz que Flávio não vence Lula

Durante o encontro com empresários em São Paulo, o presidente do PSD disse que Lula é o favorito para vencer as eleições. “Não tem a menor chance”, disse Kassab, ao ser indagado sobre o candidato do PL. “As pesquisas mostram, pela intenção de voto e pela rejeição, que Flávio não vence a eleição.”

Para o presidente do PSD, a ausência de ataques mais intensos do PT ao senador também teria uma explicação eleitoral. “O PT não tem atacado essa candidatura, pois está claro que é a mais fácil de ser batida no segundo turno”, observou. “Lula quer Flávio Bolsonaro, pois é vitória certa do PT.”

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Um levantamento divulgado na quinta-feira mostra uma disputa apertada entre Lula e Flávio. Segundo o PoderData/Aya, os dois estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno. Lula registra 46% das intenções de voto, ante 45% de Flávio. A pesquisa ouviu eleitores de 9 a 12 de agosto.

Kassab sustenta, contudo, que Caiado teria maior capacidade de derrotar o atual presidente. “Ele é o único nome da oposição capaz de ganhar a eleição e, mais do que isso, trazer para o Brasil o alento de um futuro de mudanças, reformas e prosperidade para todos”, afirmou.

Campanha de Flávio reage

As críticas de Kassab abriram uma troca de acusações entre integrantes das campanhas do PSD e do PL. Nesta sexta-feira, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, reagiu às declarações e acusou o partido de Kassab de trabalhar para favorecer Lula.

Marinho também citou a presença do PSD no governo Lula. A legenda recebeu três ministérios no início da gestão: Minas e Energia, com Alexandre Silveira; Agricultura e Pecuária, com Carlos Fávaro; e Pesca e Aquicultura, então comandado por André de Paula. Este último deixou o cargo em março de 2026. A partir dessa relação com o governo, o senador classificou o PSD como “linha auxiliar” do PT e acusou a candidatura de Caiado de buscar enfraquecer Flávio na disputa presidencial.

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Ainda no encontro com empresários, Kassab afirmou que a ausência de candidaturas presidenciais de partidos do centrão beneficiou Caiado, pois ampliou o espaço do PSD na propaganda eleitoral gratuita. Segundo o dirigente partidário, o tempo da candidatura do PSD passou de cerca de 50 segundos para aproximadamente dois minutos e 20 segundos.

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