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Depois de 21 anos de trabalho na Casas Bahia, Edson Silva se despediu da empresa depois de receber a notícia do fechamento da unidade de Ponta Porã (MS). O encerramento ocorreu dois dias antes do anúncio do pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia, feito neste domingo, 16.

Edson contou nas redes sociais que soube da decisão durante uma reunião com seu gestor. No vídeo, agradeceu aos colegas, gestores e clientes com quem conviveu durante mais de duas décadas e falou sobre a importância do emprego para sua família.

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“Foi daqui que tirei meu sustento, foi daqui que criei meus filhos, foi daqui que formei minha família”, afirmou. O funcionário também agradeceu aos clientes pela confiança durante os 21 anos de trabalho. “Hoje o coração tá partido mesmo, mas com um sentimento de dever cumprido.”

Outros trabalhadores também publicaram relatos sobre o encerramento de unidades. Caroline Lacowictz, por exemplo, trabalhou por dez anos na empresa. "Uma história construída, onde cresci, amadureci, errei, aceitei, conquistei, e onde conheci pessoas maravilhosas, que levo em meu coração até hoje", conforme publicado pelo portal g1.

Rodrigo Santana, de Osvaldo Cruz (SP), publicou fotos com colegas para se despedir. “Hoje encerro um ciclo muito importante na minha trajetória”, escreveu. “A Casas Bahia de Osvaldo Cruz encerra suas atividades, e junto com ela ficam muitas histórias, aprendizados, desafios e, principalmente, amizades que levarei comigo.”

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Casas Bahia fecha lojas durante reestruturação

Os relatos ocorrem em meio ao fechamento de quase 300 lojas da Casas Bahia. Segundo informações apresentadas pela própria companhia, cerca de 3 mil funcionários foram demitidos neste mês.

O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. A recuperação judicial permite a empresas em dificuldades financeiras negociar suas dívidas sob supervisão da Justiça enquanto mantêm as operações.

Segundo a companhia, as dificuldades financeiras decorrem, entre outros fatores, dos juros elevados, da menor oferta de crédito, do aumento dos custos financeiros, da queda no consumo de produtos de maior valor e do crescimento da inadimplência.

Os cortes fazem parte de uma reestruturação iniciada em 2023. Naquele ano, o grupo fechou 55 lojas consideradas deficitárias e reduziu aproximadamente 8,6 mil postos de trabalho. Somadas às medidas de 2026, a reorganização resultou no fechamento de cerca de 355 lojas e na redução aproximada de 11,6 mil postos.

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo afirmou que foi surpreendido pelo fechamento de 298 lojas e disse não ter recebido comunicação prévia. A entidade convocou representantes da empresa para pedir esclarecimentos sobre os critérios dos fechamentos e os impactos das demissões.

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