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Um estudo da consultoria econômica LCA colocou em dúvida a metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular a variação dos preços das corridas por aplicativos no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O questionamento ocorre depois de o transporte por aplicativo registrar alta de 56,08% em 2025, a maior variação anual já registrada para o serviço.

O cálculo do IBGE considera preços coletados automaticamente por meio de robôs. Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, o instituto simula várias vezes ao dia, durante todo o mês, viagens em horários e trajetos previamente definidos. Os valores são então utilizados para calcular uma média mensal e comparados com os preços do mês anterior.

Empresas questionam transparência do IBGE

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Uber e 99, já havia questionado a metodologia. A entidade afirma que não são divulgadas informações sobre quais empresas participam da coleta nem qual é o peso de cada plataforma no cálculo do índice.

O IBGE, por sua vez, explica que mantém em sigilo os horários, trajetos e empresas pesquisados para evitar que os resultados sejam influenciados pelas plataformas. A coleta ocorre por web scraping, ferramenta que permite extrair automaticamente informações disponíveis nos aplicativos e sites.

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A metodologia ganhou atenção depois da alta de 56,08% registrada em 2025, muito acima da inflação oficial, que terminou o ano em 4,26%. Em Porto Alegre, o aumento chegou a 83,40%; em Brasília, a 67,75%; e no Rio de Janeiro, a 66,27%.

Em janeiro de 2026, no entanto, o movimento se inverteu: as corridas por aplicativo ficaram 17,23% mais baratas. A queda foi atribuída principalmente à redução da demanda durante o período de férias e à consequente diminuição da pressão sobre as tarifas dinâmicas.

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