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A Polícia Federal (PF) tentou evitar que a nova investigação contra Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, fosse distribuída automaticamente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Oeste confirmou a informação com fontes do entorno do magistrado.
Ao pedir a abertura do inquérito, a corporação sustentou que a apuração sobre suposto tráfico de influência e corrupção envolvendo o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, tratava de fatos distintos daqueles investigados na Operação Sem Desconto. Por esse motivo, defendeu que o caso não fosse encaminhado por prevenção a Mendonça, relator das investigações relacionadas às fraudes no INSS.
O entendimento foi acompanhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou pela livre distribuição do procedimento.
Caso distribuído a Mendonça
Com base no parecer da PGR, durante o plantão da presidência do STF, Alexandre de Moraes determinou que o inquérito fosse submetido a sorteio eletrônico entre os ministros da Corte.
O desfecho, porém, acabou contrariando a tese apresentada pela PF e pela PGR. No sorteio realizado pelo Supremo, o processo foi distribuído justamente para Mendonça, que passou a conduzir a investigação e, nesta quinta-feira, 30, autorizou a abertura do inquérito solicitado pela PF.
Nos bastidores do STF, a movimentação foi interpretada por integrantes da Corte como uma tentativa da PF de afastar Mendonça da condução do caso. A avaliação também contribuiu para ampliar o desgaste entre o gabinete do ministro e a corporação, relação que já vinha sendo marcada por divergências em investigações envolvendo o Banco Master e a Operação Sem Desconto.
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