EDIÇÃO DO DIA · 21 de agosto de 2026 --:--:-- COLUMBUS 24ºC
AO VIVO

BRASIL ESTADO

...

...

O Metrô de São Paulo adiou a divulgação do resultado da licitação para contratar os estudos e projetos técnicos de expansão da Linha 17-Ouro, o monotrilho que liga o metrô ao Aeroporto de Congonhas, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo. A escolha da empresa responsável pelos projetos, que seria anunciada nesta quinta-feira, 20, foi postergada para 19 de setembro.

+ Entenda notícias do Brasil em Oeste

O contrato prevê a adaptação do projeto básico e a elaboração do projeto executivo para quatro novas estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano e Vila Paulista. A estimativa é começar a construção das estações em 2029 e entregá-las em 2032. Esta etapa não envolve a contratação das obras, apenas os estudos técnicos.

Quatro consórcios apresentaram propostas, com valores que variam de R$ 49 milhões a R$ 91 milhões. O consórcio Projetista Linha 17-Monotrilho ofertou R$ 48,98 milhões. O consórcio Hidroconsult-Agência E-Bonin propôs R$ 63,58 milhões. O consórcio Egis-Sener-Setec-EGT apresentou R$ 71,3 milhões. Já o consórcio IMNP 17 ofertou R$ 91,36 milhões. Outras três propostas foram desclassificadas por falta de documentos.

Reproduzir

Projeto foi dividido em três fases

O projeto original do monotrilho previa 18 estações para conectar o Estádio do Morumbi ao Terminal Rodoviário do Jabaquara. Mudanças, atrasos e problemas contratuais reduziram a obra a apenas oito paradas. As autoridades inauguraram parcialmente o trecho entre Congonhas e a Estação Morumbi em março e preveem o funcionamento pleno para outubro.

Leia mais: "Justiça de SC condena mulher que fingiu ter 12 anos por estelionato”

O governo estadual pretende construir o itinerário completo até 2034. Os gestores dividiram a expansão em duas etapas: a segunda fase inclui as quatro estações da licitação atual, enquanto a terceira fase prevê mais seis paradas. O Metrô planeja iniciar a obra em 2029 e concluí-la em 2032, com a entrega da terceira fase até 2034.

Tarcísio pretende rever contrato com concessionária

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou que pretende rever o contrato com a concessionária Motiva, responsável pela operação da linha depois da fase de testes. A avaliação é que o monotrilho será deficitário — os gastos com operação devem superar a receita com passagens, que custam R$ 5,40.

Reproduzir

Segundo Tarcísio, a retirada da Linha 17 do contrato permitiria que a Motiva utilizasse a sobra do valor para aprimorar o serviço em outras linhas concedidas. A medida, porém, dependerá do interesse da própria empresa. Em nota, a Motiva afirmou que acompanha as manifestações do governo.

Histórico de atrasos e problemas

Anunciado em 2010 como uma das obras para a Copa do Mundo de 2014, o projeto do monotrilho perdeu financiamento federal depois que a organização do Mundial transferiu os jogos do Estádio do Morumbi para Itaquera.

Leia mais: "Sexta-feira tem sol em grande parte do Brasil”

Em 2014, a Operação Lava Jato investigou as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, responsáveis pela execução do empreendimento. Em 2016, o Metrô rescindiu o contrato e paralisou a obra por anos, até retomá-la em 2020 sob sucessivas trocas de empresas e novas interrupções.

O custo inicial do projeto, em 2010, era de R$ 2,9 bilhões. A primeira etapa da obra ficou em R$ 5,97 bilhões, valor que inclui estruturas e despesas de contratos paralisados.

Leia mais: "Helibras encerra produção de helicóptero militar no Brasil”

O post Metrô adia licitação para projetos de expansão do monotrilho de Congonhas apareceu primeiro em Revista Oeste.

Leia também

VER TODAS ›