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De imóveis e propriedades rurais a aplicações financeiras, previdência privada e participações em empresas, parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) que voltam às urnas em 2026 registraram mudanças expressivas no patrimônio informado à Justiça Eleitoral.
Levantamento de Oeste, feito a partir das declarações apresentadas pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que, entre os dez maiores aumentos nominais identificados, as diferenças chegam à casa dos milhões de reais.
+ Patrimônio de Jaques Wagner passa de R$ 3 mi para quase R$ 25 mi em 8 anos
O maior salto em valores absolutos é o do senador Jaques Wagner (BA). O patrimônio declarado pelo petista passou de R$ 3,3 milhões em 2018 para quase R$ 25 milhões em oito anos — diferença superior a R$ 21 milhões.
Entre os deputados, Rubens Otoni (GO) lidera: os bens informados passaram de R$ 650 mil em 2022 para pouco mais de R$ 4 milhões em 2026.
+ Saltos no patrimônio: veja as declarações de bens de parlamentares do PT que voltam às urnas
Na terceira posição aparece o deputado Joseildo Ramos (BA). O patrimônio declarado pelo parlamentar passou de R$ 2,1 milhões em 2022 para R$ 4 milhões neste ano. O aumento nominal foi de aproximadamente R$ 1,8 milhão, ou 85% em quatro anos.
Na sequência está Bohn Gass (RS), que informou mais de R$ 2 milhões em bens à Justiça Eleitoral em 2026. Na eleição anterior, o deputado havia declarado R$ 553 mil. A diferença chega a quase R$ 1,8 milhão, o equivalente a um crescimento de aproximadamente 318% no período.
+ Patrimônio de Paulo Pimenta cresce quase 10 vezes em 4 anos
Completa os cinco primeiros o deputado Paulo Pimenta, candidato ao Senado neste ano pelo Rio Grande do Sul. O patrimônio declarado pelo ex-ministro de Secom de Lula passou de R$ 192,8 mil em 2022 para quase R$ 1,9 milhão em 2026.
Apesar de ocupar a quinta posição em valores absolutos, Pimenta apresenta uma das maiores variações percentuais do grupo: alta de aproximadamente 870% em quatro anos, com acréscimo de quase R$ 1,7 milhão nos bens informados à Justiça Eleitoral. Procurada por Oeste, a assessoria do parlamentar negou qualquer “evolução ou crescimento patrimonial”.
+ Patrimônio de Randolfe passa de R$ 187 mil para mais de R$ 1 milhão em 8 anos
Os demais nomes que aparecem entre os dez maiores aumentos são Ana Paula Lima (SC), Rubens Pereira Júnior (MA), Dimas Gadelha (RJ), Randolfe Rodrigues (AP) e Jilmar Tatto (SP).
Os 10 maiores patrimônios declarados
O levantamento foi realizado a partir das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Para os deputados federais, a comparação considera os valores informados em 2022 e 2026. Para os senadores Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues, o período analisado vai de 2018 a 2026. Os valores representam variações nominais, sem correção pela inflação.
Jaques Wagner (PT-BA)
- 2018: R$ 3,36 milhões
- 2026: R$ 24,52 milhões
- Aumento: R$ 21,17 milhões
Rubens Otoni (PT-GO)
- 2022: R$ 650,5 mil
- 2026: R$ 4,09 milhões
- Aumento: R$ 3,44 milhões
Joseildo Ramos (PT-BA)
- 2022: R$ 2,16 milhões
- 2026: R$ 4 milhões
- Aumento: R$ 1,84 milhão
Bohn Gass (PT-RS)
- 2022: R$ 553,4 mil
- 2026: R$ 2,31 milhões
- Aumento: R$ 1,76 milhão
Paulo Pimenta (PT-RS)
- 2022: R$ 192,8 mil
- 2026: R$ 1,87 milhão
- Aumento: R$ 1,68 milhão
Ana Paula Lima (PT-SC)
- 2022: R$ 1,52 milhão
- 2026: R$ 3,17 milhões
- Aumento: R$ 1,65 milhão
Rubens Pereira Júnior (PT-MA)
- 2022: R$ 2,65 milhões
- 2026: R$ 4,22 milhões
- Aumento: R$ 1,57 milhão
Dimas Gadelha (PT-RJ)
- 2022: R$ 1,61 milhão
- 2026: R$ 2,71 milhões
- Aumento: R$ 1,11 milhão
Randolfe Rodrigues (PT-AP)
- 2018: R$ 187,5 mil
- 2026: R$ 1,08 milhão
- Aumento: R$ 896,5 mil
Jilmar Tatto (PT-SP)
- 2022: R$ 125,6 mil
- 2026: R$ 980 mil
- Aumento: R$ 854,4 mil
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