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Um desastre natural deixou 95 mortos e mais de 400 desaparecidos na região de fronteira entre o Nepal e o Tibete nesta quarta-feira, 26. Um deslizamento de terra destruiu o porto de Gyirong, no Tibete, por volta das 10h30 no horário local. Câmeras de vigilância registraram pessoas fugindo durante a avalanche de lama.
No Nepal, enchentes atingiram vilas próximas ao rio. A correnteza provocou mortes e destruiu casas e estradas. Testemunhas e a imprensa local divulgaram imagens de localidades cobertas pela lama.
O desastre atingiu a área montanhosa entre o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, e o condado de Gyirong, no Tibete. No lado nepalês, Syapru Besi e Timure registraram os maiores estragos.
No Tibete, uma avalanche de lama, água e rochas atingiu o porto terrestre de Gyirong, na região de Shigatse. O deslizamento interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia. No Nepal, a enxurrada destruiu casas, pontes, estradas e usinas de geração de energia.
Mais de 400 pessoas desaparecidas entre Nepal e Tibete
Autoridades confirmaram 95 mortes até as 11h no horário de Brasília. Mais de 400 pessoas continuam desaparecidas, incluindo 341 turistas. Segundo o Conselho de Turismo do Nepal, entre os viajantes estão 105 indianos, 17 malaios, 12 britânicos, quatro sul-africanos, três norte-americanos, um australiano e um cidadão dos Países Baixos. Também há 37 indianos não residentes e 161 pessoas com nacionalidade não confirmada.
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A agência Yonhap informou o desaparecimento de oito sul-coreanos que trabalhavam em uma hidroelétrica local. O Itamaraty não possui informações sobre brasileiros na região.
Tremor pode ter provocado enchentes repentinas
Um terremoto de magnitude 4,4, registrado a 10 quilômetros de profundidade pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), pode ter provocado o desastre. O tremor causou uma avalanche de gelo e rochas no rio Lhende Khola. O impacto rompeu águas congeladas e represadas por chuvas anteriores, provocando enchentes repentinas.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, convocou uma reunião de emergência com a autoridade de gestão de desastres. O governo mobilizou policiais, militares, equipes médicas, escoteiros e a Cruz Vermelha. O nível da água impediu o pouso de helicópteros e prejudicou o resgate aéreo.
O presidente da China, Xi Jinping, ordenou esforços máximos nas operações de resgate e determinou o reforço dos alertas contra novos desastres. Bloqueios de gelo no rio Lhende Khola mantêm o risco de novas inundações. A Índia emitiu alertas de cheia nos estados de Bihar e Uttar Pradesh.
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