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O recesso parlamentar terminou neste sábado, 1º, mas deputados e senadores só voltarão a se reunir em Brasília no próximo dia 10, quando começa a primeira semana do chamado esforço concentrado antes das eleições de outubro.

Em razão da campanha eleitoral e das convenções partidárias, o Congresso Nacional definiu um calendário reduzido, com sessões em apenas duas semanas até o fim do primeiro turno.

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Em anos eleitorais, o Legislativo costuma registrar baixa presença de parlamentares, que priorizam compromissos em seus Estados para participar das campanhas. O período das convenções partidárias, responsável por oficializar candidaturas e coligações, se encerra na próxima quarta-feira, 5.

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, são filiados a partidos do centrão: União Brasil e Republicanos, respectivamente - Brasília-(DF),16/7/2025 | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O cronograma aprovado pelas lideranças prevê sessões entre os dias 10 e 14 de agosto e, em seguida, de 31 de agosto a 3 de setembro. A intenção é concentrar nesse intervalo a votação de propostas consideradas prioritárias nas duas Casas.

Nas eleições anteriores, deputados e senadores também reduziram a permanência em Brasília, mas as votações seguiram normalmente. Na ocasião, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), autorizou a realização de sessões virtuais, permitindo que os parlamentares registrassem presença e votassem por meio de aplicativo.

Câmara prepara pauta de consenso no Congresso

Na Câmara dos Deputados, a definição dos projetos que serão analisados costuma ocorrer em reuniões de líderes realizadas na semana das sessões deliberativas.

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) tenta um acordo para conseguir aprovar o PL da Misoginia na Câmara | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende priorizar projetos remanescentes do primeiro semestre que tenham maior possibilidade de consenso, evitando pautas com potencial para ampliar disputas políticas durante o período eleitoral.

Entre as propostas que devem voltar ao debate está o projeto que criminaliza a "misoginia". Integrantes da bancada feminina articulam uma nova rodada de negociações e pretendem solicitar que o texto seja incluído na pauta de votações.

A proposta enfrenta resistência de parlamentares conservadores, que afirmam haver risco de criminalização de trechos da Bíblia em determinadas interpretações da nova legislação.

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