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Oeste apurou que o senador Flávio Arns (PSB-PR) assinou um dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, protocolados no Senado depois das revelações sobre a relação do magistrado com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Arns integra o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin e que integra a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o parlamentar teve uma passagem de oito anos pelo PT, legenda pela qual se elegeu senador em 2002.

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Os pedidos contra Moraes ganharam força depois da divulgação de informações de um relatório da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro e Vorcaro. Senadores da oposição apontam suspeita de advocacia administrativa em benefício do banqueiro.

Na terça-feira 1º, o senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou um novo pedido de impeachment. O parlamentar sustenta que Moraes pode ter cometido crime de responsabilidade ao supostamente atuar em benefício de Vorcaro.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também anunciou a renovação de um pedido de impeachment contra o ministro em razão das revelações do caso Master.

Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF (21/05/2026) | Foto: Gustavo Moreno/STF

Flávio Arns deixou o PT depois de caso Sarney

Arns ingressou no PT em 2001 e, no ano seguinte, conquistou uma cadeira no Senado pelo partido. A relação com a legenda terminou em 2009, durante uma crise com o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA).

Naquele ano, Arns discordou da orientação do PT para seus senadores votarem pelo arquivamento de representações contra Sarney no Conselho de Ética. Ao comunicar sua desfiliação no plenário, afirmou que a decisão partidária representava “flagrante distanciamento e violação aos princípios e diretrizes que sempre nortearam o ideal do partido”.

Depois de deixar o PT, Arns retornou ao PSDB. Posteriormente, passou pela Rede e pelo Podemos até ingressar no PSB, em 2023. Atualmente, Arns cumpre mandato de senador pelo Paraná e integra o Bloco Parlamentar da Resistência Democrática no Senado.

Leia também: “A herança maldita do governo Lula”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 326 da Revista Oeste

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