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O governo da Espanha informou que cerca de 48 mil imigrantes retornaram ao Marrocos neste sábado, 1º, depois de invadirem a pequena cidade de Ceuta, que tem cerca de 80 mil habitantes.. A saída em massa ocorre depois da entrada de mais de 50 mil pessoas no enclave espanhol em menos de dois dias.
Os imigrantes chegaram a Ceuta entre quinta-feira 30 e sexta-feira 31, pela cidade marroquina de Fnideq. Eles escalaram a cerca da fronteira ou cruzaram o mar a nado e em botes infláveis precários. O número de mortos durante a travessia chegou a 67.
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A crise levou a União Europeia a convocar uma reunião de emergência para terça-feira 4. Além disso, o governo italiano propôs a exclusão temporária da Espanha do espaço de livre circulação da União Europeia. O primeiro-ministro Pedro Sánchez classificou a proposta como egoísta, polarizadora e ilegal.
Segundo ele, o pedido decorre de preconceito, notícias falsas, ignorância ou interesses políticos. "Não é hora de dividir", publicou no seu perfil no X. "É hora de continuar construindo uma UE forte e unida."
Espanha reforça fronteira
A Espanha instalou boias de contenção no mar para impedir novas travessias. Um representante dos guardas civis de Ceuta, porém, classificou a medida como tardia e insuficiente. Dois imigrantes receberam atendimento médico neste sábado depois de cruzarem a fronteira a nado.
O governo espanhol atribui a onda migratória a rumores espalhados por redes de tráfico humano nas redes sociais. Também há relatos de redução da fiscalização por guardas marroquinos, repetindo o cenário de 2021, quando 10 mil pessoas entraram em Ceuta em dois dias.
O Marrocos não enfrenta guerra nem crise humanitária, mas registra quase 40% de desemprego entre os jovens. O governo do país não comentou a situação.
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O post Espanha escolta milhares de imigrantes para fora de Ceuta apareceu primeiro em Revista Oeste.


