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As Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram ataques neste domingo, 6, contra áreas do sul do Líbano e determinaram que moradores de Arab Salim deixassem a região imediatamente. Segundo a mídia estatal libanesa, duas mulheres morreram.
A ofensiva é uma resposta ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah contra soldados israelenses. Em comunicado obtido pela agência AFP, as IDF disseram que os drones foram lançados contra militares que operavam na chamada Zona de Segurança, no sul do Líbano.
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“Terroristas da organização terrorista Hezbollah lançaram dois drones na direção de soldados das Forças de Defesa de Israel”, informou o Exército. “Em resposta, as Forças estão agora atacando no sul do Líbano.”
As forças israelenses disseram ainda que não havia registro de soldados feridos. Os ataques ocorrem em um cenário de crescente tensão entre Israel e o Hezbollah, apesar do cessar-fogo firmado em junho com mediação dos Estados Unidos.
Monte Ali Taher concentra disputa entre Israel e Hezbollah
O acordo de 26 de junho previa a retirada israelense do território libanês em troca do desarmamento do Hezbollah. O grupo, que não participou diretamente das negociações, rejeita entregar o controle de áreas ao norte do rio Litani, onde está localizado o monte Ali Taher.
Segundo Israel, a região abriga uma rede de túneis utilizada pelo Hezbollah como abrigo para combatentes e depósito de armas. O grupo também teria recusado uma proposta do governo libanês para transferir o controle do monte ao Exército do país.
A posição do Hezbollah é que Israel deveria se retirar primeiro. A organização teme que a entrega do território às forças libanesas facilite uma futura retomada da área por Israel ou abra espaço para novas reivindicações territoriais.
Israel manteve o controle de Ali Taher por 18 anos, até sua retirada do Líbano, em 2000. A posição elevada permite observar vilarejos e importantes vias da região. Para o Hezbollah, perder o local significaria não apenas comprometer estruturas militares, mas também sua capacidade de permanecer na área.
Nas últimas semanas, o grupo apoiado pelo Irã também teria lançado drones contra tropas israelenses na região, segundo informações obtidas pela Associated Press. A tensão aumentou na última quinta-feira, 3, quando Israel anunciou ter assumido o controle operacional de Ali Taher.
A mídia estatal libanesa informou, na mesma ocasião, que a aviação israelense continuava bombardeando o monte. Os ataques deste domingo em Arab Salim, a cerca de 7 quilômetros de Ali Taher, indicam uma ampliação da área diretamente afetada pelas hostilidades.
Na sexta-feira 4, a agência estatal libanesa NNA informou que ataques israelenses atingiram sete vilarejos nos distritos de Tiro e Nabatieh, entre eles Mayfadoun. Não havia, naquele momento, registro de vítimas. Neste domingo, Zawtar al-Sharqiyah, a cerca de 19,5 quilômetros de Arab Salim, também foi alvo de bombardeios, segundo o canal árabe Al Jazeera.
Em meio à escalada, o tenente-general Eyal Zamir, chefe das Forças de Defesa de Israel, comandou neste domingo exercícios militares destinados a avaliar a capacidade das tropas de reagir a um cenário envolvendo diferentes frentes de combate, informou o Times of Israel.
De acordo com o jornal, os exercícios foram planejados para testar a preparação das forças diante de um “evento de larga escala”, especialmente com a aproximação do período de festas religiosas judaicas. A atividade teria sido mantida em sigilo até seu início, inclusive entre parte dos principais generais israelenses.
Toda a reserva militar israelense foi mobilizada para o exercício, incluindo um batalhão de helicópteros. A movimentação ocorre em um momento de tensão simultânea entre Israel e grupos apoiados pelo Irã na região.
Autoridades de saúde do Líbano informaram à rede Al Jazeera que mais de 8,9 mil pessoas morreram e cerca de 30,6 mil ficaram feridas em ataques israelenses no país nos últimos três anos. Quase metade das mortes teria ocorrido desde 2 de março, quando teve início a guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos.
Ainda segundo as autoridades libanesas, 179 ataques israelenses atingiram ambulâncias no período, provocando a morte de 135 profissionais de saúde. A Agência da ONU para Refugiados estima que cerca de 360 mil pessoas tenham sido deslocadas pelo conflito até agosto, das quais pelo menos 22 mil estariam vivendo em abrigos coletivos.
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