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O Exército Brasileiro afirmou para a Oeste que tem conhecimento de que existem grupos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que atuam na região de fronteira com o Brasil. Moradores da Terra Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas, fizeram denúncias de que homens armados circulam pela área e, além de restringir o aceso, estão abrindo estruturas clandestinas próximo no local.
Conforme apurou o correspondente internacional da Oeste, Ivan Kleber, por causa das denúncias, o Comando Militar da Amazônia, que é a principal estrutura do Exército na região, permanece em constante monitoramento. Os Pelotões Especiais de Fronteira também mantêm a vigilância na área, por meio de reconhecimentos e patrulhas fluviais e terrestres.
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Patrulhamento
Diante dos relatos das comunidades indígenas, foram realizadas ações de reconhecimento e patrulhamento da Faixa de Fronteira no período de 23 a 31 de agosto de 2026. O movimento faz parte da Operação Jaguaratê, voltada para a intensificação do combate aos transfronteiriços e ambientais ilícitos. A missão abrange do Noroeste do Amazonas à fronteira sul do Mato Grosso do Sul. As ações de responsabilidade da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, subordinada ao Comando Militar da Amazônia, tiveram como foco regiões com alta probabilidade de ocorrência de ilegalidades.
Neste período de patrulhamento, foram reconhecidas diversas comunidades indígenas, entre as quais se destacam São Joaquim, Trovão, Guadalupe e São Felipe. Todas elas ficam na área de Igarapé Castanho, localizado no extremo norte do Amazonas e próximo da divisa com a fronteira da Colômbia.
Sem contato direto
Durante as ações, o Exército constatou dificuldade de navegação na região e a passagem de estrangeiros por algumas das comunidades. Porém, não houve contato direto com a tropa. Conforme relato de moradores locais, não foi possível confirmar a origem, a intenção e o efetivo total dos forasteiros. Os contatos ocorreram em pequenos grupos, de até cinco pessoas, e tiveram por finalidade a busca de apoio logístico, principalmente de comida.
O Comando Militar da Amazônia disse que, por intermédio da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, manterá a intensificação da Operação Jaguaretê, a fim de “preservar a soberania nacional e a inviolabilidade do território nacional, bem como garantir os direitos e a segurança dos cidadãos brasileiros que ali vivem”. Ainda de acordo com o Exército, a unidade militar mantém um ótimo relacionamento com as instituições e órgãos de segurança pública e fiscalização presentes na região de São Gabriel da Cachoeira, em todos os níveis.
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