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A agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) aprovou o daraxonrasib para o tratamento do câncer de pâncreas em 26 de agosto de 2026. O medicamento representa a primeira terapia-alvo dirigida às proteínas RAS autorizada para essa doença. A liberação atende adultos com adenocarcinoma pancreático metastático sem opção de quimioterapia combinada ou já submetidos a um tratamento prévio.
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O estudo clínico com 500 pacientes registrou sobrevida mediana de 13,2 meses com o daraxonrasib, contra 6,7 meses no tratamento tradicional. A droga reduziu o risco de morte em 60% e dobrou o tempo sem progressão do tumor, que passou de 3,6 para 7,2 meses. A taxa de redução dos tumores atingiu 31,6% no grupo tratado com a nova terapia.
Bloqueio do tumor e mecanismo de ação
A substância atua no bloqueio dos sinais de crescimento celular emitidos pelas proteínas RAS. Mutações no gene KRAS ocorrem em mais de 90% dos casos de adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum da enfermidade. A nova molécula usa a proteína ciclofilina A para se ligar às estruturas ativas e interromper a multiplicação tumoral.
A incidência no Brasil prevê 13.240 novos casos anuais de câncer de pâncreas entre 2026 e 2028, segundo estimativas oficiais. O diagnóstico tardio e a resistência celular mantêm a doença no nono lugar entre os tumores mais frequentes no país.
A ciência testa também vacinas terapêuticas para fazer o sistema de defesa reconhecer o tumor depois do diagnóstico. A vacina autogene cevumeran gerou resposta imune em testes iniciais com pacientes operados. Outra fórmula em estudo, a ELI-002 2P, estimulou células de defesa contra mutações em 84% dos pacientes avaliados em pesquisas preliminares.
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