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Documentos internos do FBI divulgados pelo senador Chuck Grassley, republicano de Iowa e presidente do Comitê Judiciário do Senado, mostram que um agente tentou participar repetidamente da investigação sobre a suposta interferência russa relacionada à campanha de Donald Trump, em 2016. Outro funcionário defendeu a abertura de uma investigação criminal contra Elon Musk por causa de um e-mail enviado a servidores públicos.
Os registros reúnem comunicações internas do FBI entre 2017 e 2025. Grassley afirma que o material revela viés político dentro da agência e acusa setores da burocracia federal de atuarem contra Trump.
Agente pediu investigação contra Musk
Em fevereiro de 2025, o então agente Kevin Gounaud enviou um e-mail em defesa de uma investigação criminal contra Musk, que naquele período era funcionário especial do governo responsável pela supervisão do Doge.
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A justificativa apresentada por Gounaud foi uma iniciativa de Musk para que funcionários federais informassem cinco tarefas realizadas durante a semana. O agente questionou o uso do X para divulgar a solicitação e comparou a conduta ao uso de um servidor de e-mail privado por Hillary Clinton para assuntos governamentais.
Grassley criticou a iniciativa em uma publicação e afirmou que um agente do FBI estava disposto a abrir um processo criminal, porque Musk havia pedido aos servidores que relatassem suas atividades.
Os documentos também mostram que Walter Giardina enviou pelo menos sete e-mails, durante quatro semanas, a partir de janeiro de 2017, para solicitar sua inclusão na Operação Crossfire Hurricane, investigação de contrainteligência do FBI sobre possíveis vínculos entre integrantes da campanha de Trump e a Rússia.
A investigação posteriormente passou ao procurador especial Robert Mueller. A apuração de Mueller não comprovou uma conspiração criminosa entre a campanha de Trump e o governo russo.
Giardina mantinha contato com Timothy Thibault, ex-agente acusado por Grassley de violar a Lei Hatch. Em 2024, o Escritório do Conselheiro Especial dos Estados Unidos concluiu que Thibault havia violado a legislação ao compartilhar uma publicação política contra Trump e emitiu uma advertência.
Grassley afirmou que os esforços dos agentes contradizem declarações de ex-funcionários do FBI de que os investigadores não escolhem os casos em que atuam. O FBI foi procurado para comentar os documentos.
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