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A Polícia Civil apreendeu R$ 287 mil e US$ 89 mil em espécie na casa de um ex-assessor ligado a Milton Leite (União Brasil) na manhã desta sexta-feira, 18. O montante apreendido equivale a quase R$ 800 mil na cotação atual. Os agentes realizaram buscas em Sorocaba, no interior paulista, para tentar prender o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.
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Os policiais não localizaram o político no endereço do antigo funcionário. O ex-vereador completou 24 horas na condição de foragido desde a deflagração da Operação Vectura Corrupta nesta quinta-feira, 18.
Promessa descumprida
Milton Leite divulgou um áudio ontem com a promessa de se apresentar às autoridades. O investigado negou a fuga na ocasião, alegou cumprir agenda no interior do Estado e rejeitou qualquer relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
"Nego veementemente todas as afirmações que se tornaram públicas", declarou o político na gravação. "Vou colaborar com a Justiça em todos os aspectos, não conheço quem quer que seja do PCC e vou me apresentar pois não tenho nada a esconder."
Defesas e contexto da Operação Vectura Corrupta
A Operação Vectura Corrupta mobilizou investigadores para combater o loteamento do transporte público por facções criminosas. O Ministério Público e a Polícia Civil miram a participação do PCC em esquemas de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e controle de linhas de ônibus na Grande São Paulo e no litoral.
A ofensiva atingiu diretamente nomes influentes na gestão do setor, como a viação A2 Transportes e ex-dirigentes públicos. A Polícia Civil prendeu o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o diretor da A2, Júlio Salvador Filho, na quinta-feira.
As defesas dos alvos rejeitaram as acusações logo no primeiro dia da operação. A direção da A2 negou qualquer prática criminosa e o uso de dinheiro ilícito. O escritório de advocacia responsável pela defesa do ex-presidente da SPTrans também alegou surpresa com a prisão e destacou o histórico técnico do cliente.
Força-tarefa da Prefeitura
Como resposta ao caso, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou a criação de um grupo especial para avaliar a intervenção na empresa A2. A força-tarefa reúne representantes da Procuradoria-Geral, Controladoria-Geral, SPTrans e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte.
A gestão prometeu uma auditoria rigorosa nos contratos e eventuais vínculos da viação citada na denúncia. A administração municipal garantiu que a operação do transporte público segue normalmente e lembrou das intervenções aplicadas nas empresas Transwolff e UPBus em 2024.
O post Milton Leite segue foragido; polícia apreende cerca de R$ 800 mil com ex-assessor apareceu primeiro em Revista Oeste.



