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A cheia do rio Tietê, registrada nos dias 13 e 14 de setembro, deixou uma grande quantidade de lixo acumulada no Parque de Lavras, em Salto (SP). Imagens divulgadas pelo operador de drone Daniel Santos neste sábado, 19, mostram garrafas, embalagens plásticas e outros resíduos espalhados pelo local e concentrados no interior da antiga Usina Hidrelétrica de Lavras, construída há mais de um século.
A cheia também provocou a interdição preventiva do acesso ao parque pela Avenida Castro Alves. No dia 14, a vazão do Tietê chegou a 652 metros cúbicos por segundo. A Defesa Civil acompanhou a situação. Segundo a Prefeitura de Salto, o município retira do rio, em média, 130 toneladas de resíduos flutuantes por ano.
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Santos, que registra imagens do parque há anos, afirmou que o problema se repete depois das chuvas. "Todos os anos, a história se repete e parece ficar cada vez pior", escreveu nas redes sociais. Conforme as imagens, até uma geladeira foi parar dentro da água.
O Consórcio Parque Lavras, responsável pela administração do espaço, informou à Folha de S.Paulo neste domingo, 20, que ainda não tem previsão para retirar o entulho. Segundo a concessionária, o material está molhado e precisa secar antes da remoção. Depois da coleta, os resíduos seguem para o aterro sanitário de Salto.
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Usina de Lavras tem mais de um século de história
A Usina Hidrelétrica de Lavras começou a ser construída em 1904 e entrou em operação em 1906. A princípio, a energia produzida abastecia apenas Itu. Depois, a unidade passou a fornecer eletricidade também para Salto.
A hidrelétrica encerrou as atividades em 1956. Em 1971, a área passou para a Prefeitura de Salto e, em 1992, tornou-se um parque que preserva as antigas instalações da usina e a área verde às margens do Tietê.
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