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A líder política da oposição venezuelana, María Corina Machado, tentou voltar três vezes para a Venezuela nesta terça-feira, 22. Segundo Pedro Urruchurtu, assessor da opositora, todas as tentativas fracassaram.

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María Corina está na Cidade do Panamá, de onde tenta retornar à Venezuela. Ela deixou o país em dezembro de 2025, depois de um período na clandestinidade durante o regime de Nicolás Maduro, para viajar para a Noruega, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

A primeira tentativa de retorno ocorreu por via marítima. María Corina embarcou em uma pequena embarcação que cruzaria o Canal do Panamá em direção ao Caribe, mas problemas mecânicos impediram a viagem. Depois do contratempo, a equipe passou a buscar opções para chegar à Venezuela por via aérea.

https://twitter.com/Urruchurtu/status/2102566239969140989

O primeiro plano por via aérea previa um voo para Aruba, ilha do Caribe próxima à costa da Venezuela, mas a decolagem não foi autorizada. Diante da negativa, María Corina tentou seguir para Curaçao, também no Caribe. A segunda alternativa, porém, foi inviabilizada por restrições ao tráfego aéreo.

A saga de María Corina Machado para voltar à Venezuela

Segundo o jornal espanhol ABC, María Corina já tentou voltar sete vezes para a Venezuela nos últimos meses. Ela buscou alternativas terrestres, aéreas e marítimas.

https://twitter.com/Urruchurtu/status/2102581931741241476

Em 26 de junho, a líder da oposição embarcou em um avião privado nos Estados Unidos com destino a Curaçao. Durante o trajeto, o piloto recebeu instruções dos EUA para voltar ao aeroporto.

Dias depois, em uma nova investida aérea, María tentou embarcar direto para Caracas, capital da Venezuela. Autoridades chavistas alertaram a companhia aérea sobre os riscos de transportar Machado, que não conseguiu entrar no avião. 

A equipe ainda cogitou possíveis rotas terrestres e marítimas para transportar a líder da oposição de volta para a América do Sul. Os detalhes dessas operações, no entanto, não foram revelados.

Venezuela, Trump e Maduro

Em janeiro de 2026, a Casa Branca deflagrou uma operação militar que capturou o ditador Nicolás Maduro na Venezuela. Desde então, o governo Trump tem negociado todos os procedimentos políticos e econômicos do país com a presidente interina, Delcy Rodriguez.

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