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O Instituto Millenium lançou nesta quinta-feira, 24, o documento “Caminhos da Prosperidade: 14 propostas para o Brasil avançar”. A publicação reúne diagnósticos e sugestões de políticas públicas em cinco áreas consideradas estratégicas para a próxima gestão federal: educação, tributação, geopolítica, segurança pública e liberdade econômica.
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O material está sendo entregue a candidatos à Presidência, ao Senado e à Câmara dos Deputados. Segundo o diretor do instituto, Ricardo Gomes, o objetivo é aproximar a evidência técnica das condições reais de implementação, levando em conta restrições orçamentárias, ambiente institucional e viabilidade política.
O documento não está vinculado a partido ou candidatura. A proposta é funcionar como uma “caixa de ferramentas”, cujas sugestões podem ser consideradas, adaptadas ou contestadas por candidatos de diferentes campos.
Educação e vouchers
Na área de educação, o primeiro artigo propõe um modelo de vouchers voltado a famílias de menor renda, com valores escalonados e liberdade para escolha da escola. O texto é assinado por Marcos Ricardo dos Santos, Leonardo Regazzini e Anamaria Camargo.
Outros dois artigos completam o bloco: um debate a diferença entre expansão do acesso e melhoria efetiva da aprendizagem, e outro defende formação de professores, uso de inteligência artificial para personalizar o ensino e aproximação da escola com o mercado de trabalho.
Tributação e gestão fiscal
Na área fiscal, a economista Ana Paula Vescovi, ex-secretária do Tesouro Nacional, assina artigo sobre governança fiscal nos Estados. Ela argumenta que o principal entrave ao desenvolvimento está menos na falta de arrecadação e mais na qualidade da gestão dos recursos.
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A advogada tributarista Maria Carolina Gontijo defende que o debate eleitoral abandone promessas de grandes cortes de impostos e o uso recorrente de novas receitas. Entre as prioridades, estão impedir que a transição da reforma tributária resulte em aumento de carga e avaliar com mais rigor renúncias fiscais.
Geopolítica e defesa
O diplomata Marcos Troyjo analisa a substituição da globalização por um ambiente de competição estratégica. Para ele, o Brasil tem oportunidades em alimentos, energia, minerais críticos e tecnologia, mas precisa de maior integração comercial.
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O filósofo Denis Lerrer Rosenfield defende que o país recoloque defesa e soberania entre suas prioridades, com modernização das Forças Armadas e fortalecimento da indústria de defesa.
Segurança e liberdade econômica
Na área de segurança, os artigos discutem reforma do sistema de justiça criminal, integração entre inteligência e investigação financeira e uso de tecnologia com salvaguardas de proteção de dados.
O ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco defende privatizações e abertura comercial. Ele também prega a revisão regulatória do setor elétrico. O economista inclui o mercado de gás entre as prioridades de reformulação. A proposta integra o bloco sobre liberdade econômica.
Paralelamente, o professor Luciano Benetti Timm analisou 5.927 decisões judiciais entre 2019 e 2025. O estudo avaliou a aplicação da legislação nos tribunais. A pesquisa concluiu que a Lei de Liberdade Econômica consolidou-se na jurisprudência. A norma passou a integrar o repertório do Poder Judiciário.
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