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O presidente da sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) que julgou a atuação de Paulo Gonet no caso Banco Master, Nicolao Dino, deu o voto decisivo para barrar a abertura de uma investigação criminal contra o procurador-geral da República. Com a manifestação do subprocurador-geral, o colegiado formou placar de 5 a 4 pelo arquivamento da apuração. Nicolao é irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
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Ao analisar os elementos relacionados à presença de Gonet em um encontro com Daniel Vorcaro em Londres, em abril de 2024, Dino afirmou que não seria possível exigir que o procurador-geral previsse que o banqueiro viria a ser alvo de uma investigação criminal dois anos depois.
“Era exigível de qualquer um de nós, inclusive do procurador-geral da República, realizar um juízo de premonição em abril de 2024 para antever que, daqui a dois anos, aquele cidadão que está na foto seria um elemento central de uma grande cadeia de fatos criminosos?”, contestou. “Isso é inviável, isso é inadmissível. É um exercício de premonição que, evidentemente, é impossível de ser feito.”
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