...
...
O excesso de chuvas no Centro-Sul do Brasil pode deixar cerca de 35 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para serem processadas na próxima safra. A estimativa é da consultoria Datagro e supera o recorde de 24 milhões de toneladas que ficaram no campo no ciclo 2015/2016.
A chuva tem dificultado a entrada das máquinas nos canaviais e também reduzido a qualidade da matéria-prima. O excesso de umidade diminui o teor de Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador usado para medir a quantidade de açúcar que pode ser extraída da cana.
Chuvas favorecem aparecimento de pragas
Decorrente das chuvas, o solo encharcado favorece pragas, como a cigarrinha-da-raiz, e o peso adicional da planta aumenta o tombamento, dificultando a colheita mecanizada.
Leia também: “Agronegócio: não atrapalhar já é um começo”, reportagem publicada na Edição 341 da Revista Oeste
O atraso pode fazer com que a moagem, que normalmente termina em novembro, avance até o fim de fevereiro ou início de março de 2027. Parte da cana poderá ser direcionada para a produção de etanol, já que a umidade também prejudica a cristalização necessária para fabricar açúcar.
Leia ainda: “O agro brasileiro também tem sotaque de imigrante”, artigo de Antonio Cabrera publicada na Edição 340 da Revista Oeste
A StoneX, do setor de serviços financeiros, estima, por outro lado, que mais de 20 milhões de toneladas sejam transferidas para o próximo ciclo, sendo 10 milhões processadas em março e outras 22 milhões incorporadas à safra 2027/28.
+ Leia mais notícias de Agronegócio na Oeste
O post Chuvas podem deixar 35 milhões de toneladas de cana no campo apareceu primeiro em Revista Oeste.


