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A dívida bruta do setor público do Brasil permanece em trajetória ascendente sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo Banco Central (BC), o indicador chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto deste ano, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A Dívida Bruta do Governo Geral é o valor total de todas as contas que o governo precisa pagar. O índice soma as dívidas do governo federal, dos Estados e dos municípios com bancos, pessoas físicas e outros países, sem descontar o que a União tem guardado em dinheiro ou reservas.
Trata-se, em linhas gerais, de uma espécie de termômetro sobre a solvência do país — ou seja, sobre sua capacidade de honrar os compromissos financeiros. Quanto mais alto o índice, maior o risco de um eventual calote em uma conjuntura mais desfavorável no futuro.
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Dívida disparou mais de 11 pontos no governo Lula
Os dados do BC mostram que a dívida pública brasileira vem escalando desde o início do terceiro mandato de Lula na Presidência da República, em janeiro de 2023.
Ao final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em dezembro de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Ou seja, o avanço foi de 11,2 pontos porcentuais no período.
De acordo com o BC, também é o maior patamar da dívida pública do Brasil em relação ao PIB desde março de 2021, no auge da pandemia de covid-19.
O resultado já se aproxima do recorde histórico registrado pelo país, de 87,6% do PIB, em outubro de 2020, também durante a pandemia.
No acumulado deste ano, segundo os dados do BC, a dívida bruta brasileira subiu 6,1 pontos porcentuais.
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Dívida líquida
Já a Dívida Líquida do Setor Público não financeiro ficou em 69,3% do PIB em agosto de 2026 (R$ 9,2 trilhões). No mês anterior, era de 69,1% (cerca de R$ 9,16 trilhões).
A Dívida Líquida do Setor Público é o valor total das obrigações financeiras do governo menos os seus créditos. O índice engloba os dados da União, de Estados, municípios, BC e empresas estatais e mostra o tamanho real do endividamento do país perante o setor privado e o exterior.
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Déficit primário de R$ 10 bilhões
Ainda de acordo com o BC, o setor público consolidado do país registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, ante um déficit de R$ 17,3 bilhões do mesmo período de 2025.
O governo federal teve déficit de R$ 14,7 bilhões. Os governos estaduais, por sua vez, registraram superávit de R$ 2,7 bilhões. As empresas estatais tiveram superávit de R$ 2 bilhões.
No acumulado do ano até agosto, o setor público brasileiro registra déficit de R$ 82,1 bilhões.
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