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A morte do senador norte-americano Lindsey Graham, aos 71 anos, voltou a chamar atenção para a dissecção da aorta, uma emergência cardiovascular rara e potencialmente fatal.
Segundo informações preliminares do Instituto Médico Legal de Washington, a causa da morte foi uma dissecção da aorta provocada por doença cardiovascular arteriosclerótica.
Graham foi levado ao Hospital da Universidade George Washington na noite de sábado, mas não resistiu. O atestado de óbito permanece pendente da conclusão de exames toxicológicos e laboratoriais.
A dissecção da aorta ocorre quando há um rompimento na camada interna da principal artéria do corpo, permitindo que o sangue se infiltre entre as camadas da parede do vaso. O quadro pode interromper o fluxo sanguíneo para órgãos vitais ou provocar ruptura da artéria, exigindo atendimento médico imediato.
A trajetória de Lindsey Graham, senador dos EUA
Especialistas afirmam que a condição costuma estar associada à hipertensão arterial, aterosclerose, aneurismas, doenças cardiovasculares e fatores como idade avançada, tabagismo, colesterol elevado, diabetes e obesidade. Embora rara, a doença apresenta alta taxa de mortalidade quando não tratada.
Os principais sintomas incluem dor intensa e súbita no peito ou nas costas, falta de ar, desmaio, dor abdominal intensa e sinais semelhantes aos de um acidente vascular cerebral (AVC), como dificuldade para falar ou perda de força em um dos lados do corpo.
O tratamento depende da região afetada da aorta. Casos que envolvem a porção próxima ao coração geralmente exigem cirurgia de emergência, enquanto outros podem ser tratados inicialmente com medicamentos para controlar a pressão arterial, embora também possam necessitar de intervenção cirúrgica. Médicos ressaltam que o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de sobrevivência.
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Graham representava a Carolina do Sul no Senado dos Estados Unidos desde 2003. Nos últimos anos, tornou-se um dos aliados mais próximos do presidente Donald Trump no Congresso e uma das vozes republicanas mais ativas em temas de defesa, segurança nacional e política externa.
Dois dias antes de morrer, Graham esteve em Kiev e se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Durante a visita, defendeu a aplicação de novas sanções contra a Rússia e a continuidade do apoio norte-americano aos ucranianos. Ele havia retornado aos EUA e participaria de um programa de televisão neste domingo, 12, para comentar a viagem.
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