...
...
Neste domingo, dia 4 de outubro, mais de 158 milhões de eleitores em todo o país estão aptos a votar para escolher o presidente da República, governadores de Estado, senadores e deputados estaduais, federais e distritais (no caso do Distrito Federal), de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo a Justiça Eleitoral, a segurança do sistema utilizado no Brasil não depende de um único mecanismo. Ao todo, há mais de 40 processos de auditoria durante o ciclo eleitoral, que contam com a participação de partidos políticos, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Congresso Nacional e de outras instituições de fiscalização.
Entre as principais etapas, estão a abertura dos códigos-fonte, o teste público de segurança, a assinatura digital dos sistemas, a lacração dos programas, a verificação de autenticidade e integridade das urnas e a conferência dos resultados depois da votação. Eles ocorrem antes, durante e depois do pleito.
+ Entenda o que é Política em Oeste
De acordo com a Resolução nº 23.673/2021 do TSE, a auditoria é o exame sistemático que verifica se os softwares estão implementados de acordo com as normas e os procedimentos legais. O principal objetivo é conferir se eles estão funcionando normalmente.
Conheça as principais etapas de auditoria dos sistemas eleitorais
Entidades fiscalizadoras
O código-fonte da urna é um conjunto de instruções às quais os sistemas eleitorais desenvolvidos pelo TSE obedecem e que determinam como um programa vai funcionar. Esse código-fonte permanece aberto à fiscalização até as vésperas da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos sistemas, que ocorre pouco antes das eleições.
Diversas instituições públicas, privadas e da sociedade civil podem analisar o código-fonte. São elas:
- Partidos políticos, federações e coligações
- Ordem dos Advogados do Brasil
- Ministério Público
- Congresso Nacional
- Controladoria-Geral da União
- Polícia Federal
- Sociedade Brasileira de Computação
- Conselho Federal de Engenharia e Agronomia
- Conselho Nacional de Justiça
- Conselho Nacional do Ministério Público
- Tribunal de Contas da União
- Confederação Nacional da Indústria, demais integrantes do Sistema Indústria e entidades corporativas pertencentes ao Sistema S
- Entidades privadas brasileiras, sem fins lucrativos, com notória atuação em fiscalização e transparência da gestão pública, credenciadas no TSE
- Departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas no TSE
Nas eleições deste ano, oito entidades inspecionaram os códigos-fonte: o partido União Brasil, o Senado Federal, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Partido Verde (PV), o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU).
A partir da lacração, as versões assinadas passam a servir de referência para as próximas etapas de fiscalização. As identificações únicas dos sistemas também são publicadas no site do TSE, o que permite verificar se os programas utilizados durante o processo eleitoral correspondem aos que foram inspecionados e lacrados.
Teste da Urna
O Teste Público de Segurança da Urna (TPS) tem o objetivo de aprimorar os sistemas eleitorais. Esse processo conta com a participação de especialistas em Tecnologia da Informação (TI), que testam publicamente a segurança dos equipamentos que coletam o voto do eleitorado.
Leia também: "Quase 1 milhão de brasileiros no exterior podem votar em 2026"
Teste de Confirmação
Segundo a Justiça Eleitoral, esta é a etapa na qual grupos de investigadores que participaram da primeira fase do Teste Público de Segurança da Urna voltam ao TSE para verificar se as contribuições que deram para o aprimoramento das urnas eletrônicas e dos sistemas eleitorais foram adotadas.
Teste de Autenticidade
O Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais marca a auditoria de verificação de autenticidade dos sistemas eleitorais instalados nas urnas eletrônicas. Ele ocorre por amostragem e é realizado no dia da votação.
Neste teste, as seções eleitorais envolvidas são selecionadas por sorteio, em cada unidade da Federação.
Entre as medidas de verificação, estão:
- Rompimento do lacre, retirada e reinserção da mídia de resultado
- Verificação das assinaturas e dos resumos digitais por programa do TSE
- Retirada das mídias de acionamento dos sistemas de verificação
- Lacração da tampa do compartimento da mídia com novo lacre
- Lavratura da ata circunstanciada de encerramento dos trabalhos
Neste ano, as mídias eletrônicas dos sistemas que serão usados nas urnas e na contagem de votos foram assinadas no início de setembro. Esta etapa assegura que os sistemas estão prontos para ser usados no dia 4 de outubro e não podem ser mais modificados sem a concordância de todas as entidades que fiscalizam o processo eleitoral.
Assinaram as mídias o Ministério Público Eleitoral, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e representantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), da OAB, da PF e da Defensoria Pública.
Teste de Integridade
O Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas é o evento no qual é feita a auditoria de verificação de funcionamento das urnas eletrônicas em condições normais de uso. Ele ocorre no mesmo dia e horário da votação oficial, em ambos os turnos, e simula uma votação normal, em ambiente controlado. O objetivo é verificar se o voto depositado é o mesmo contabilizado pela urna.
Teste de Integridade com Biometria
O Teste de Integridade com Biometria utiliza as impressões digitais de eleitores voluntários convidados, depois de eles terem participado da votação oficial. A testagem é aplicada em todas as capitais do país, e os locais são definidos até dez dias antes da votação. Pelo menos 5% e, no máximo, 10% do total de urnas são destinadas ao Teste de Integridade.
Zerésima
A zerésima é o relatório emitido pela urna eletrônica antes do início da votação que atesta que não havia nenhum voto computado antes de começar a votação. Depois da impressão da zerésima, os presentes devem assinar o documento, incluindo o presidente da mesa receptora, os mesários e os fiscais de partidos políticos. Somente a partir daí a votação pode começar.
Boletim de Urna
O Boletim de Urna é o documento digital ou impresso que contém os resultados da urna eletrônica – ou seja, o número de votos que cada candidato recebeu naquela seção eleitoral. O relatório é impresso depois do encerramento da votação e fixado na porta da seção para conhecimento público. Ele também possui um QR Code que pode ser lido com a câmera do celular por meio do app Boletim na Mão.
Resultados
Por fim, os dados dos Boletins de Urna também podem ser utilizados para a conferência dos resultados das eleições. O TSE disponibiliza um site exclusivo para o eleitor acompanhar a totalização do pleito. Depois de totalizados, os votos são disponibilizados na versão web ou no aplicativo disponível nas lojas virtuais, que pode ser instalado gratuitamente em qualquer dispositivo móvel.
Leia também: "TSE manda Lula retirar do ar vídeo sobre caso Master gravado no Alvorada"
O post Veja quais são as principais etapas de fiscalização do sistema eleitoral no Brasil apareceu primeiro em Revista Oeste.



