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O candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado, 8, durante um ato de campanha em Itapetininga, no interior de São Paulo. Ele afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar também mulheres para a Corte e voltou a defender mudanças na atuação dos ministros.
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"O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres, que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição."
Sem citar nomes, Flávio disse ainda que ministros do Supremo que queiram fazer política deveriam deixar o tribunal e disputar eleições. "Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata", afirmou. "Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata."
O discurso ocorreu durante evento organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), em uma agenda que também busca aproximar a campanha do eleitorado feminino. Nas pesquisas, Flávio apresenta desempenho inferior ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre as mulheres.
Ex-prefeita de Itapetininga, Simone foi eleita deputada federal em 2022. Ela chegou a ser cogitada para ocupar a vice na chapa de Flávio, mas o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) acabou escolhido para a posição.
A campanha de Flávio também passou a dar maior espaço a mulheres, entre elas sua mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro. Na quarta-feira 5, o senador anunciou Gaspar como vice, depois de ter avaliado nomes femininos para a composição da chapa.
Durante o ato, Simone afirmou que não é candidata à reeleição e disse que sua principal missão política neste momento é trabalhar pela eleição de Flávio. "Hoje a minha grande missão é fazer Flávio Bolsonaro o nosso presidente da República."
Flávio e o armamento da população
Flávio também voltou a mencionar a tentativa de assassinato contra seu pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha presidencial de 2018. Ele afirmou que Adélio Bispo, que chamou de ex-integrante do Psol, tentou matar o então candidato e voltou a associar o episódio à esquerda. A Polícia Federal concluiu que Adélio agiu sozinho.
O candidato defendeu ainda o armamento da população, prometeu declarar guerra ao narcotráfico e afirmou que pretende classificar organizações criminosas como terroristas. Em outro momento do discurso, Flávio disse que, caso seja eleito, fará uma oração durante a posse para entregar a nação brasileira "nas mãos do senhor Jesus".
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Simone já havia criticado o STF em outras ocasiões. Em abril último, por exemplo, para a Gazeta do Povo, disse que a Corte perdeu credibilidade e passou a ocupar um espaço muito mais próximo da população e da política.
"Eu respeito todo mundo, mas eles [os ministros do STF] têm que entender que perderam a credibilidade", afirmou a parlamentar, na ocasião. "Antes, a Corte parecia algo muito longe de todo mundo. Hoje, não. Ela se aproximou."
Na avaliação de Simone, políticos e integrantes do Judiciário precisam reduzir o nível de confronto. Ela também defende que um eventual governo tenha respaldo da população para enfrentar crises institucionais.
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